Este é o título de um longo artigo, de minha autoriapublicado na Revista Custo Brasil.

Publicarei alguns posts com textos parciais, remetendo ao link da Revista para a leitura completa.

Este post é a continuação do post (8).

4. Modal Aeroviário

Em 2008, segundo dados da Infraero, a movimentação de aeronaves, passageiros, cargas e mala postal, nos aeroportos administrados pelo órgão, está apresentada no quadro a seguir:

2008

Aeronaves

Passageiros

Carga (kg)

Janeiro

174.051

9.975.976

97.194.496

Fevereiro

163.304

8.688.506

93.021.228

Março

171.249

9.506.681

107.362.082

Abril

169.282

9.653.276

103.840.878

Maio

187.168

10.202.772

112.987.949

Junho

177.677

9.429.533

111.654.522

Julho

187.294

9.935.823

110.497.382

Agosto

178.884

8.999.865

110.511.106

Setembro

180.022

8.648.874

112.558.188

Outubro

181.966

8.831.018

117.178.133

Novembro

175.735

8.715.020

88.622.721

Dezembro

181.247

9.598.130

87.568.868

 

 

 

 

Acumulado

2.127.879

112.185.474

1.252.997.553

Médias

173.789

9.576.124

104.343.526

 

Variação percentual, no movimento nesses aeroportos, no período 2004-2008

Período

Aeronaves

Passageiros

Carga (kg)

2008/2007

4,22

1,43

-4,73

2008/2006

10,91

9,79

1,90

2008/2005

15,57

16,76

-7,88

2008/2004

18,86

35,64

-7,77

 

Números de janeiro de 2009

2009

Aeronaves

Passageiros

Carga (kg)

Janeiro

179.113

10.408.914

71.786.631

 

Breves comentários sobre os quadros apresentados

Diante dos dados de 2008, pode-se constatar que, no período setembro a dezembro, referente à eclosão da crise financeira internacional com epicentro nos EUA, somente o mês de novembro apresentou queda, em relação aos meses de outubro e dezembro, em relação ao número de pousos e decolagens nos aeroportos da Infraero; quanto à quantidade de passageiros transportados, a variação foi irrelevante. Novembro sempre foi um mês de baixa em relação aos meses vizinhos. Logo, não dá para inferir que essa redução tenha sido em função da crise.

Janeiro de 2009 teve quase um milhão de passageiros transportados, a mais do que dezembro de 2008, em ”plena crise”. Esse número foi quase quinhentos mil passageiros a mais do que janeiro de 2008 que, até então, era o melhor resultado histórico para esse mês. Pode-se dizer, com base nesses números, que a aviação comercial brasileira não sofreu impacto negativo durante a “crise”. Pelo menos até janeiro deste ano que, até agora, é o mês campeão na movimentação de passageiros. É possível que esteja havendo alguma influência na receita e, com algum grau de certeza, na redução de passageiros nos vôos internacionais, devido ao câmbio, com deslocamento de viagens de turismo internacional para o doméstico.

Os números relativos à movimentação de carga sofreram redução no período da crise; entretanto, como se referem a peso e não a valores, deve-se alertar que já vinha ocorrendo uma mudança do tipo de carga, com aumento das de maior valor agregado com menores pesos.

Em relação à pontualidade dos vôos – à exceção do período em que os controladores de vôo realizaram movimentos reivindicatórios e de desvio da atenção da sociedade para a eventual responsabilidade de alguns deles no acidente da Gol, em 2006 – a aviação comercial brasileira apresenta níveis comparáveis aos melhores resultados em outros países. Lembrar que esse movimento dos controladores gerou o que a imprensa denominou de “caos aéreo estrutural”, que não tem fundamentação em fatos, como tratado exaustivamente em meu blog Logística e Transportes (clique aqui e aqui).

 



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Uma resposta a “O discurso sem lógica do apagão logístico (9)”

  1. Avatar de Pedro

    Duas consideracoes:

    1- Pouca gente usa aviao no pais. Se o nosso movimento fosse 10x maior, como e na Europa ou nos EUA, o sistema daria conta?
    So pra comparar. So Atlanta recebe por ano 70% do total nacional.

    2- A pontualidade dos voos. Considera-se pontual no Brasil, um voo que atrase menos de 30 minutos. E brincadeira.

    Pra terminar. E so viajar pra constatar que os nossos aeroportos sao precarios. Falta muito pra que atinjam niveis internacionais.

    Mais interessante seria compara-los a aeroportos modelos no mundo, como o de Hong Kong. Como nos sairiamos?

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