A cada ano, número de vítimas nas vias do país chega a 35 mil. É como se, de dois em dois dias, caísse um avião como o que explodiu em julho no Aeroporto de Congonhas, com 199 mortosOntem, ela lançou, juntamente com a professora Maria Sumie Koizumi, também da USP, o livro Acidentes de Trânsito no Brasil – Um Atlas de sua distribuição. O levantamento soma, pela primeira vez, o número de mortos no local do acidente, registrado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), e o de pessoas que falecem nos hospitais, em decorrência das lesões sofridas, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Isso significa impressionantes 35 mil mortos no Brasil a cada ano. Usando-se como exemplo a explosão do avião da TAM no último dia 17 de julho, em que morreram 199 pessoas, é como se, a cada dois dias nas ruas e estradas brasileiras, a tragédia se repetisse.
A primeira medida a ser tomada pelo governo federal é indicar um órgão para coordenar o banco de dados relativos a acidentes no país, em todas as esferas de governo.
Precisamos saber o que está ocorrendo de fato e quais as causas.
A segunda medida é articular um conjunto de ações educativas, de controle, de melhoria operacional para atacar de frente esse gravíssimo problema que ceifa tantas vidas e causa lesões graves em outras tantas milhares.
Ainda não me conformo com a timidez nesse enfrentamento.
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