Pelo segundo dia consecutivo caminhoneiros enfrentaram ontem filas para chegar ao porto de Paranaguá (PR). No meio da tarde eles tiveram de parar no acostamento próximo ao quilômetro 16 da rodovia BR-277. Como o pátio de triagem fica no quilômetro 5, havia 11 quilômetros de fila. Na segunda-feira o número de caminhões parados foi maior e chegou ao quilômetro 21 no início da noite. Durante a madrugada a fila baixou de 16 para um quilômetro, mas voltou a subir pela manhã.
De acordo com a Appa, de meia-noite de segunda até 17h30 de ontem 5.034 carretas com grãos, sobretudo soja e milho, passaram pelo pátio. O motivo seria o envio de cargas de grãos sem navio nomeado e destino de armazenagem definido, exigência da administração revogada pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP).
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Leia também matéria sobre o mesmo assunto, mas com outras abordagens, no site da Revista Caminhoneiro
A carga de grãos não pode ser enviada aos portos sem navio nomeado ou destino de armazenagem definido. É injustificável a revogação dessa determinação pelo CAP.
Com isso, os caminhões (grande parte de autônomos) são transformados em silos ambulantes e gera-se um problema para a administração do porto que não tem como resolvê-lo.
Esse problema gera custos para os caminhoneiros, para os próprios embarcadores e para o país, já que não será o importador quem pagará por essa ineficiência.
A Lei 11.442 – que disciplina a atividade do transporte rodoviário de cargas – estipula uma indenização pelo tempo parado que exceder a cinco horas, na base de R$1,00/tonelada/hora excedente. Em março, foi estabelecido um acordo (ver matéria da Revista Caminhoneiro) em bases inferiores.
Os caminhoneiros não querem receber a indenização, eles querem é trabalhar, realizando fretes. É ruim para eles ficarem estacionados horas por causa da desorganização dos embarcadores.
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