No dia 10 de julho – há uma semana, portanto – postamos matéria sobre a redução de vôos em Congonhas, promovida pela ANAC. Nosso comentário – tecla sobre a qual estamos batendo desde o início do blog – foi

“Está prevalecendo o bom senso.Nós não nos cansamos de dizer que Congonhas não pode ter o fluxo que tem.Esperamos que quando as obras de Cumbica ficarem prontas, Congonhas fique restrito à ponte aérea Rio-São Paulo, vôos regionais e aeronaves pequenas.”


Estávamos errados! Na verdade, Congonhas tem que ser abandonado imediatamente como aeroporto para grandes aviões, o que inclui toda a família Boeing e Airbus.

É um aeroporto situado numa área densamente povoada e que não permite a menor margem de erro do piloto ou falha nos equipamentos de terra e do avião.

Ontem, até o momento do trágico acidente, pousaram naquelas mesmas condições, cerca de trezentas aeronaves – todas do mesmo porte. Em dias anteriores, outras centenas. Nada ocorreu por sorte!

Hoje, a grande discussão será a causa provável do acidente. Provavelmente, será pedida uma CPI de Congonhas.

  • Alguns martelarão na culpa do governo por uma obra mal feita na pista.
  • Outros dirão que a falha foi do piloto, na tomada de decisão sobre o que fazer, na medida em que o avião se recusava a frear.
  • Alguns dirão que foi falha do equipamento – reverso, freio, manche, etc.

Para nós, seja qual for a atribuição de responsabilidade, está claro que se qualquer uma dessas coisas acontecessem em Cumbica, Viracopos, Galeão ou Confins – apenas como exemplos de aeroportos que oferecem segurança quase que total – essa tragédia não teria ocorrido.

Nosso maior desejo é ver Congonhas desativado para aeronaves de grande porte.

***


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2 respostas a “Tragédia pode ser a pá-de-cal nas operações em Congonhas; assim esperamos”

  1. Avatar de Roberta Godoy
    Roberta Godoy

    Concordo com todo o exposto. Congonhas deve ser desativado para aeronaves de grande porte.Esse aeroporto já deu provas de que, não suporta mais o tamanho cada vez maior das aeronaves modernas. O que me preocupa é que, às vezes, nem mesmo uma grande tragédia como essa faz com que os tomadores de decisão caminhem no sentido da segurança coletiva. Essa é a prova de que, desde o acidente da GOL, a sociedade brasileira carece de medidas efetivas para a solução do problema aéreo, que só vem sendo prorrogado.

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  2. Avatar de Sergio Telles

    Concordo. Deve ficar restrito a vôos regionais e táxi aéreo, que são realizados com aeronaves bem menores.Se bem que o pouso normalmente é feito na pista auxiliar e no sentido inverso, a pista auxiliar é ainda mais curta (1,5 km).Alguma coisa muito estranha nesse aparelho fez ele seguir reto indefinidamente sem arremeter, só o laudo técnico vai dar o resultado final.Pelo fim das operações de grande porte em Congonhas desde já!!!

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