No dia 10 de julho – há uma semana, portanto – postamos matéria sobre a redução de vôos em Congonhas, promovida pela ANAC. Nosso comentário – tecla sobre a qual estamos batendo desde o início do blog – foi
“Está prevalecendo o bom senso.Nós não nos cansamos de dizer que Congonhas não pode ter o fluxo que tem.Esperamos que quando as obras de Cumbica ficarem prontas, Congonhas fique restrito à ponte aérea Rio-São Paulo, vôos regionais e aeronaves pequenas.”
Estávamos errados! Na verdade, Congonhas tem que ser abandonado imediatamente como aeroporto para grandes aviões, o que inclui toda a família Boeing e Airbus.
É um aeroporto situado numa área densamente povoada e que não permite a menor margem de erro do piloto ou falha nos equipamentos de terra e do avião.
Ontem, até o momento do trágico acidente, pousaram naquelas mesmas condições, cerca de trezentas aeronaves – todas do mesmo porte. Em dias anteriores, outras centenas. Nada ocorreu por sorte!
Hoje, a grande discussão será a causa provável do acidente. Provavelmente, será pedida uma CPI de Congonhas.
- Alguns martelarão na culpa do governo por uma obra mal feita na pista.
- Outros dirão que a falha foi do piloto, na tomada de decisão sobre o que fazer, na medida em que o avião se recusava a frear.
- Alguns dirão que foi falha do equipamento – reverso, freio, manche, etc.
Para nós, seja qual for a atribuição de responsabilidade, está claro que se qualquer uma dessas coisas acontecessem em Cumbica, Viracopos, Galeão ou Confins – apenas como exemplos de aeroportos que oferecem segurança quase que total – essa tragédia não teria ocorrido.
Nosso maior desejo é ver Congonhas desativado para aeronaves de grande porte.
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