Depois da Anfavea anunciar a marca de 50 milhões de veículos automotores produzidos no Brasil, o jornal Gazeta Mercantil publica o balanço da produção da frota de caminhões : a indústria brasileira chegou em maio à marca de 3 milhões, produzidos desde o ano de 1957.
O setor levou 21 anos, de 1951 a 1978, para chegar ao primeiro milhão de produção. O segundo milhão de caminhões veio em 1994, após 16 anos e a marca do terceiro milionésimo foi atingido em menos de 13 anos.
As diferenças são evidentes. De algum tempo para cá houve um sensível fortalecimento dos caminhões semipesados e pesados em contraponto com o cenário até os anos 80 quando a predominância era de caminhões leves e médios.
Oito marcas responderam por cerca de 95% do total. Os 5% restantes pertencem a marcas que descontinuaram a produção de caminhões.
A dianteira está com a Mercedes-Benz, com mais de um terço do total. A segunda colocada é a Ford. O terceiro lugar no ranking brasileiro de caminhões cabe à General Motors, embora a marca tenha desativado esse segmento desde 2002. A GM ficou 45 anos em caminhões no Brasil, tempo em que produziu 363 mil veículos – ou 12% do total.
Foto: Inauguração da fábrica de caminhões da Volkswagen em Resende, no Estado do Rio.
O governo federal, através da ANTT, implantou o Registro Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas – RNTC -, com a finalidade de identificar, no setor, tamanho da frota, idade, quais os quantitativos de empresas e de autônomos. O setor cresceu desordenadamente nos últimos anos e continua em ascenção. O objeto da pesquisa já tem servido para a implementação de políticas publicas como a implantação do Programa Pró-Caminhoneiro, que visa renovação da frota através de financiamento do BNDES, a aprovação da Lei 11.442, que disciplina o setor, além de outras ações na área.
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