
Especialistas em urbanismo e transporte de massa de vários Estados do Brasil, os governos federal, estadual, prefeitos e lideranças políticas regionais discutiram nesta sexta-feira (6), em Londrina, a reativação do trem regional de passageiros no eixo Londrina-Maringá, evento coordenado pela Ferroeste, e concluíram que o projeto é viável tanto do ponto de vista urbano, quanto técnico e econômico.
Para o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, o Trem Pé-Vermelho ¨é um projeto sobre o qual não há qualquer dúvida: ele será implantado porque é absolutamente necessário¨. Segundo ele, em 30 dias o grupo de trabalho vai começar o estudo de viabilidade do trecho ferroviário no eixo Londrina-Maringá. Recursos serão repassados através de um convênio entre o Ministério dos Transportes e a Universidade Federal de Santa Catarina para os projetos Londrina-Maringá e Caxias do Sul-Bento Gonçalves (RS). Cada região receberá R$ 400 mil para o estudo inicial.
Em seis meses, informa Gomes, os primeiros resultados do estudo de viabilidade devem estar concluídos. Serão ouvidas entre 30 e 40 mil pessoas do eixo Londrina-Maringá para identificar as necessidades de deslocamento e as linhas de desejo dos passageiros. O estudo vai apontar os custo e qual deverá ser a participação dos governos estadual e federal. ¨Não ter o trem¨, argumenta Gomes, ¨custa muito mais para a sociedade do que o investimento necessário¨.
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Paralelamente, sem divulgação na imprensa, o Ministério dos Transportes está modelando, junto com o BNDES, a retomada dos trens regionais de passageiros, com modernas composições (padrão europeu) de dois a três vagões, utilizando as vias férreas existentes, em algumas “janelas” das operações de cargas.
A ligação Londrina-Maringá ou Trem do Pé-Vermelho – em alusão ao fértil solo vermelho daquela região – é uma das prioridades do Ministério dos Transportes.
Trata-se de projeto auto-sustentável, operado pela iniciativa privada ou, no caso, pela Ferroeste.
A auto-sustentabilidade se deve ao fato de que a implantação e operação tem seus custos reduzidos devido à utilização de via permanente existente que, em geral, é pouco utilizada pela concessionária arrendatária.
Os trens regionais de passageiros, na minha opinião, serão uma agradável realidade a partir de 2011.
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