A Câmara deu um passo importante para reduzir o preço das passagens no transporte público. A Comissão Especial de Desoneração dos Transportes aprovou nesta quarta-feira proposta que concede isenção de diversos tributos federais para o serviço de transporte coletivo urbano e metropolitano de passageiros.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Carlos Zarattini, ao Projeto de Lei 1927/03, do deputado Fernando de Fabinho (DEM-BA). Decaráter conclusivo, a projeto deve ir ao Senado sem passar pelo Plenário.

Pela proposta, não será cobrado PIS e Cofins sobre o faturamento de serviços de transporte público coletivo e sobre a aquisição de óleo diesel e gás veicular, de combustíveis renováveis, chassis, carrocerias, veículos, pneus e câmaras de ar usados diretamente na prestação do serviço de transporte coletivo.

Também terá alíquota zero de PIS e Cofins a energia elétrica usada em metrôs e trens metropolitanos. Ainda de acordo com a proposta, não será mais cobrada a Cide, contribuição sobre os combustíveis, na aquisição de óleo diesel a ser usado no transporte público.


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Mas para ter direito a esse regime especial de tributação, o relator Carlos Zarattini destaca que estados e municípios precisam eliminar ou, pelo menos, reduzir impostos como o Imposto sobre Serviços (ISS) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o transporte coletivo e implantar sistema de bilhete único ou sistema de transporte integrado.

“Os estados e municípios têm que fazer a parte deles. Isso é a coisa mais importante. Nós precisamos que a tarifa seja reduzida e que sejam implantados sistemas integrados de transporte, principalmente através do bilhete único”, defende o deputado.


O texto aprovado na comissão especial prevê outras medidas, como redução das contribuições previdenciárias pagas por empresas de transporte público coletivo e desconto de 75% sobre a tarifa de energia elétrica usada na tração de veículos como metrô e trens metropolitanos.

O deputado Carlos Zarattini acredita que só as medidas no plano federal previstas no projeto já devem significar redução de 15% na carga tributária do setor. Com a futura colaboração de estados e municípios, o deputado acha que esse percentual pode ultrapassar 20%.


Finalmente, é necessário que os ganhos decorrente dessa reduções sejam apropriadas na redução das tarifas e não nos ganhos dos operadores.

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Uma resposta a “Câmara aprova redução de tributos para o transporte coletivo e agora vai para o Senado”

  1. Avatar de Nei

    15 ou 20% de baixa nos impostos baixariam que porcentagem das tarifas, já que os custos de capital e mão-de-obra são os mais pesados. E a seguir vem os custos váriáveis?

    acho que será menos que um arredondamento de tarifa…

    mas os empresários terão um lucro bem grande…e possivelmente fraudes que as prefeituras não tem condições de investigar ou conter

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