
O maior porto da América Latina quer apagar a imagem caótica de seu dia a dia e eliminar o risco de colapso nos próximos anos. Para isso, foi dada a largada a um ambicioso plano de expansão, de R$ 5,2 bilhões, que já começa mudar a paisagem do Complexo Portuário de Santos, responsável por 27% do comércio exterior brasileiro.
A ampliação tem base num plano de demanda que vem sendo desenhado pelo Banco Mundial. O estudo, previsto para ser concluído ainda este ano, prevê crescimento de até 158% no movimento no porto entre 2009 e 2024, de 88,96 milhões para 229,73 milhões de toneladas.
Nos últimos meses, a orla do porto se transformou num enorme canteiro de obras, com a mistura da construção da Avenida Perimetral – com dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC -, e obras privadas.
Entre as ampliações de terminais, a mais avançada é a do Tecondi, voltado para a movimentação de contêineres na margem direita, em Santos.
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O mais importante é garantir ganhos de escala o que não será possível com a proliferação de operadores, já que haveria uma redistribuição das cargas existentes pelos inúmeros operadores, perdendo-se escala e, com isso, a única possibilidade de reduzir os custos logísticos.
Pelo que diz o Presidente da CODESP, está-se caminhando para a direção oposta. Ou seja, nenhum terminal terá ganhos de escala, pela proliferação de terminais que somente poderão reduzir seus preços se tiverem escala. Não tem mágica.
Lembrar que o Porto de Roterdã, tão mencionado como exemplo de eficiência – movimenta, anualmente, o dobro de toda a carga de contêineres importada e exportada no Brasil – é um porto público com apenas dois operadores privados.
Porisso Roterdã é tão eficiente: porque tem enormes ganhos de escala.
(Clique na imagem para ampliar o lay-out da Perimetral do Porto de Santos, mencionada na matéria)
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