
O DNIT realiza nesta quarta-feira (dia 22), às 15 horas, no auditório térreo de sua sede em Brasília, audiência pública para discussão do processo licitatório da segunda etapa do Plano Nacional de Pesagem. A apresentação é último passo para que a concorrência pública seja lançada, conforme os termos da Lei 8.666/93.
Assim, o DNIT levará o sistema de pesagem para mais 8 estados, protegendo toda a malha rodoviária contra os malefícios do excesso de peso. A estimativa é de investir até R$ 1 bilhão para instalação e operação dos novos postos durante cinco anos.
A primeira etapa do Plano Nacional de Pesagem, licitada no ano passado, já possibilitou a instalação de 78 balanças nas rodovias federais de 16 estados, com os investimentos, de R$ 261,4 milhões para quatro anos, incluídos no PAC.
Fonte: site do DNIT
O excesso de peso por eixo, junto com as chuvas, é o principal fator de deterioração do pavimento.
Em rodovias onde há um tráfego razoável de caminhões, com excesso de 10 a 20%, a vida útil do pavimento fica reduzida à metade.
Além disso, quando combina com o período de chuvas regulares, ocorre o inevitável aparecimento de trincas e buracos, provocando um estrago retro-alimentado.
O Plano Diretor de Pesagem do Ministério dos Transportes, após completa implantação, garantirá uma redução apreciável de recursos para manutenção e restauração das rodovias. (Clique aqui e veja a relação dos Postos de Pesagem nas rodovias federais)
Ao “fechar o cerco” nas rodovias federais, o DNIT garantirá a redução de impacto nas rodovias estaduais, já que, normalmente, um caminhão percorre segmentos federais, estaduais e mesmo municipais.
Trata-se, na minha opinião, de uma das mais importantes ações do PAC.
É bom lembrar que a prática de controlar o excesso de peso por eixo nas rodovias foi retomada a partir de 2004/2005, já que, até então, os postos de pesagem estavam abandonados e equipamentos adquiridos na década de 80 apodreciam em seus depósitos, sem ao menos terem sido desembalados.
É uma das principais e permanentes reivindicações da CNT, NTC e demais entidades dos transportadores rodoviários de carga.
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