Este é o título de um longo artigo, de minha autoriapublicado na Revista Custo Brasil.


Publicarei alguns posts com textos parciais, remetendo ao link da Revista para a leitura completa.

Este post é a continuação do post (3).

2. Modal Rodoviário

As rodovias, ao lado dos portos, serviram de saco de pancadas da mídia, dos partidos de oposicão ao governo federal e de várias entidades representativas do segmento empresarial, nos últimos seis anos. Até hoje se fala que as rodovias estão em situação precária, com muitos buracos, com problemas de sinalização e de capacidade, gerando elevados custos operacionais para os transportadores e embarcadores. Essa é uma das maiores falácias veiculadas insistentemente pela mídia, durante esses anos. Paradoxalmente, essa falácia é desmascarada pela própria pesquisa rodoviária anual, da CNT – Confederação Nacional do Transporte.

Em 2008, a CNT não realizou pesquisa, exigindo que se recorra à de 2007, úlltima realizada pela entidade.

·       A avaliação das 109 ligações rodoviárias (56.322 quilômetros) mostra que:

o   80 das 109 ligações rodoviárias pesquisadas tiveram Nota do Pavimento acima de 70,0. Ou seja, 40.304 quilômetros (71,6%);

o   29.153 quilômetros (51,8%) têm Nota de Pavimento maior ou igual a 81;

o   66 das 109 ligações rodoviárias pesquisadas tiveram Nota da Sinalização acima de 70. Isto representa 24.673 quilômetros (43,8%);

o   Em 70,7% dessas ligações, o traçado não obriga à redução de velocidade.

·       Ainda sobre os pavimentos, a pesquisa informa o seguinte, em relação aos 87.592 quilômetros avaliados:

o   87,1% não apresentam buracos;

o   A condição do pavimento não obriga a redução de velocidade em 86,4% da malha;

o   73,2% dos pavimentos dos acostamentos estão em boas condições;

o   94,4% dos pavimentos não apresentam pontos críticos.

·       Para finalizar e para surpresa de muitos, os dez estados com melhor avaliação dos pavimentos, considerando as notas Boas ou Ótimas da CNT (entre 81 e 100), são:

o   São Paulo: 78,8% da malha pesquisada

o   Rio de Janeiro: 69,9%

o   Rio Grande do Sul: 68,7%

o   Paraná: 64,4%

o   Distrito Federal: 57,8%

o   Santa Catarina: 55,3%

o   Amapá: 55,1%

o   Rondônia: 54,6%

o   Pernambuco: 48,3%

o   Piauí: 44,4%

A CNT pesquisou 109 ligações rodoviárias, num subtotal de 56.322 quilômetros com resultados detalhados, publicados em seu site (http://www.cnt.org.br), num total de 87.592 quilômetros, onde a diferença (31.270) não teve divulgação de resultados detalhados, o que impede uma avaliação mais abrangente. A pesquisa não mostra (mas deveria) um dado importante, que são as condições das rodovias em função dos volumes de tráfego.

Ao contrário, ela mistura rodovias estaduais de baixos volumes de tráfego, com rodovias federais e estaduais paulistas de elevados volumes. O que gera conclusões disparatadas como a de que a logística está comprometida devido às condições precárias das rodovias, contradizendo o que é apresentado em sua própria pesquisa.

Conhecendo-se os volumes de tráfego da malha rodoviária federal, pode-se afirmar que a grande maioria das cargas rodoviárias que circulam pelo país o fazem através de rodovias em boas ou excelentes condições de pavimentos, sem buracos. É o que mostra, de forma indireta a pesquisa rodoviária da CNT, já que não há um quadro demonstrativo do tráfego.

Se a CNT vier a realizar a pesquisa neste ano, mostrará que o país tem uma malha rodoviária nacional (federal e estaduais) em boas condições de pavimento e sinalização. Mostrará, também, que está em andamento um conjunto de obras de implantação de terceiras-faixas, duplicação e travessias em desnível que ajudará a elevar o atual nível de serviço prestado pelas rodovias brasileiras. Quem circula por elas, diariamente, sabe disso.

É necessário explicitar que as malhas rodoviárias do Centro-Oeste e do Norte do país sempre apresentarão problemas em seus pavimentos, quando combinar tráfego pesado de caminhões com regime de chuvas intensas, que ocorre em metade do ano. Para minimizar os estragos, somente contratos de manutenção permanente. Ainda assim, será possível conseguir fotos de buracos em pequenos segmentos rodoviários.

 



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