A Ferroeste bateu, em março, pelo terceiro mês consecutivo, o recorde de movimentação de cargas, com o volume de 132,1 mil toneladas úteis (TUs) e o faturamento de R$ 1,8 milhão, informou hoje (6) o presidente da companhia, Samuel Gomes.
Com este resultado, a empresa também alcançou um recorde trimestral, movimentando um total de 457,8 mil toneladas úteis (TUs) durante os três primeiros meses do ano.
A Ferroeste espera ter a melhor produção de sua história em 2009, segundo a projeção dos técnicos da empresa.
O volume de cargas (exportação e importação) esperado para este ano é de 1,9 milhão de toneladas úteis, cerca de 150 mil toneladas a mais do que o verificado em 2008, o que representa um crescimento de 8,4%.
Caso o número se confirme, será o maior recorde no ano registrado pela estatal paranaense, superando o resultado de 2008, que também foi recorde.
No ano passado, a Ferroeste já havia registrando, com a produção de 1,77 milhão de toneladas, um crescimento no volume de cargas de cerca de 20% sobre 2007, primeiro ano de operação depois da retomada do controle da ferrovia.
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A Ferroeste tem importância estratégica, para o Paraná e para o País, porque depende dela e da ALL – com quem se conecta em Guarapuava – retirar milhares de caminhões que movimentam soja naquela região, ligando o oeste produtor de grãos do Paraná ao porto de Paranaguá.
Essa descabida movimentação de caminhões (geralmente bi-trens) acarreta três efeitos danosos: desgaste prematuro e desnecessários das rodovias; custo logístico elevado e pressão no Porto de Paranaguá (quem não se lembra das famosas filas de caminhões, em 2003, quando estes foram transformados em silos ambulantes?)
O Paraná é o segundo maior produtor de grãos do país e ainda não viabilizou a logística deste pelo modal ferroviário, o que acarreta custos logísticos elevados, prejudicando a competitividade desses produtos no mercado internacional ou remunerando os produtores menos do que deveria.
A Ferroeste é uma estatal, controlada pelo Governo do Estado do Paraná, e consegue mostrar que é possível ser eficiente nesse modelo.
Na imagem acima, vê-se o plano de expansão da Ferroeste até Guaíra e Foz do Iguaçu.
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