A propósito do post “Atitudes da ANAC e a gravidade da aviação nacional – artigo de José Zuquim“,
recebi mensagem do especialista em aviação civil, Pedro Azambuja (Assessor da Direção da Infraero),
que me autorizou a publicar uma parte dela, que julgo de interesse para o debates
O ZUQUIM tem toda razão em afirmar da falta de politica para aviação civil que deveria emanar do CONAC e do Min da Defesa, apesar da recente publicação do Dec.6.780, que serve como um inicio(tese guia) mas que precisa ser aprofundado, pois além de muito genérico, não define temas que são cruciais ou os trata sem o aprofundamento necessário, como o principal deles a revisão total do Marco Regulatório, que está parado nas décadas de 60 e 70, com normas e portarias ainda válidas que remontam ao antigo Min. da Aéronautica, que nem existe mais, com um CBA – Código Brasileiro de Aeronáutica retrogrado e ultrapassado para a atual industria de aviação civil, principalmente a comercial.
Tem razão tambem quando diz, que tal ausência de politica deixa espaço para a ANAC estabelecer politicas contrárias ao interesse público, ao sabor da conjuntura ou de outros interesses, confundindo a opinião pública com um falso discurso de ampliação de concorrência e de conforto do usuário, que como em qualquer transporte público, quer pegar o trem na porta de casa e desembarcar na porta do trabalho.
Ouvem alguns usuários, que não entendem que a aviação deve ser um transporte público como outro qualquer, guardadas suas especificidades, e não como sempre foi vista neste país, como um transporte de elíte, apesar de nossas dimensões continentais.
Um forte abraço
PEDRO AZAMBUJA
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