No caso da liberação do Aeroporto Santos Dumont para vôos de longa distância, fica evidente que a ANAC está distante do mercado e das políticas públicas atuais, inclusive dos esforços do Ministério do Turismo e da EMBRATUR, que realizam grandes promoções para aumentar o fluxo de estrangeiros para o Brasil.
Tirar do aeroporto Tom Jobim, o Galeão, o direito de ter capilaridade nacional em conexões, de levar os estrangeiros para outros destinos brasileiros, obrigando o deslocamento para o Santos Dumont para que haja conectividade, já é, por si, uma estratégia pouco comercial. Esperar que as companhias aéreas nacionais lancem vôos “clonados”, ou seja, o mesmo vôo, um em Santos Dumont e outro no Tom Jobim para atender os passageiros internacionais e domésticos, em época de crise e desvalorização cambial, me parece um erro.
Este artigo acrescenta alguns argumentos importantes às críticas que vimos fazendo em relação à omissão do Ministério da Defesa em definir uma política para a aviação civil e à ANAC por querer – e conseguir – ocupar esse espaço vago, de forma pouco competente, olhando apenas para o seu umbigo e passando por cima dos interesses dos cidadãos, cidadãs e autoridades representativas das cidades e estados que sediam esses aeroportos.
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