A princípio, pode soar estranho que uma empresa da indústria de caminhões, setor que somente nos dois primeiros meses do ano amarga uma queda de vendas de 24%, se programe para abrir 20 novos pontos-de-venda ao longo do ano.


Ainda pequena no mercado, a Iveco amplia a atividade mesmo num momento ruim porque a direção quer preparar a companhia para o que virá depois da crise, seja no segundo semestre ou daqui a cinco anos.


Desde que construiu uma fábrica no Brasil, há pouco mais de oito anos, a empresa, que pertence ao grupo Fiat, vinha crescendo aos poucos. Mas, nos dois últimos anos, embalada pela liberação de investimentos, a empresa conseguiu dar saltos significativos, reduzindo a ainda longa distância que a separa da Mercedes-Benz e da Volkswagen Caminhões.

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O título da matéria parte do princípio que ninguém deve ignorar a crise (cujo epicentro é nos EUA e não no Brasil) e, portanto, deve adiar ou reduzir gastos.

Na minha opinião – e acredito que de muitos empresários – os efeitos da crise no Brasil podem ser uma oportunidade para crescer participação no mercado.

Ainda mais que os principais concorrentes da Iveco, na produção de caminhões leves (GM e Ford), estão com grandes dificuldades, em seu país sede.

Se dependesse da imprensa, ninguém investiria e guardaria dinheiro no colchão, já que o sistema financeiro apresenta elevados riscos.

É uma visão ultra-conservadora, dissociada da visão empresarial moderna, que entende que momentos de crise são momentos também de oportunidades.

Como diz a música: “Se todos fossem iguais à Iveco...”

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