Depois dos cortes nos impostos, das muitas promoções e da volta do consumidor às concessionárias, o mercado de carros no Brasil respira.
As vendas de novos e usados já se aproximam dos níveis de antes da crise. Tem até fila para comprar alguns modelos. Pelo menos, esse setor está conseguindo espantar a crise, principalmente na venda de novos.
No fim do ano passado, as montadoras ampliaram as férias coletivas, cancelaram contratos temporários e deixaram de contratar trabalhadores, apreensivas por causa da crise internacional. Com isso, a atividade nas fábricas diminuiu o ritmo.
O consumidor brasileiro, no entanto, foi às compras ignorando o pessimismo. Por causa da procura acima do esperado, o consumidor pode esperar até 50 dias para levar o carro.
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Se o presidente Lula tivesse feito o jogo pretendido por parte da imprensa, talvez o clima de pessimismo tivesse se instalado, com retração do consumo e todas as consequências danosas para a economia brasileira.
Essa retomada da indústria automobilística, na minha opinião, tem mais a ver com o comportamento do consumidor do que com as medidas governamentais acertadas – mas que a oposição considera insuficientes – para manter a economia funcionando de forma razoável.
Stephen Kanitz, um dos maiores especialistas brasileiros em economia, disse em entrevista ao programa “Estre aspas” da Globo News, no dia 10/02/09, que “O Brasil não tem problemas com bancos, não tem problemas com ‘subprime’, e acabamos só tendo um problema sério no setor automobilístico em parte por um pânico de algumas pessoas que diziam que a crise realmente viria.”
Em matéria publicada no G1 sobre essa entrevista, Kanitz afirma que o Brasil tem “problemas”, mas não está “em crise”.
Por enquanto, parece que ele está certo, embora na contramão do que diz grande parte da imprensa.
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