A Infraero (estatal que administra aeroportos) pretende investir R$ 6,4 bilhões até 2025 para tornar o aeroporto de Viracopos, em Campinas, o mais movimentado do país.

A expectativa é ampliar em mais de 30 vezes a capacidade do aeroporto, habilitando-o a receber 61 milhões de passageiros por ano até 2025 -ou 4,6 vezes o total de passageiros que passou por Congonhas no ano passado.

O plano de expansão consta do Estudo de Impacto Ambiental para a ampliação de Viracopos, que, pelo projeto, ganhará uma segunda pista, um novo terminal de passageiros 13 vezes maior que o atual e um pátio de aeronaves com o dobro do tamanho até 2015, data prevista para o fim da primeira e principal fase da expansão.

A área prevista para a ampliação é de 27 milhões de metros quadrados -mais de três vezes a atual e equivalente a duas vezes a de Cumbica ou 16 vezes a área de Congonhas. A previsão é de início das obras em setembro deste ano, com conclusão da segunda pista para pousos no final de 2011.

O relatório, disponível desde meados de janeiro para consulta pública em sete prefeituras de municípios afetados direta ou indiretamente pela expansão -Campinas, Paulínia, Jaguariúna, Sumaré, Hortolândia, Valinhos e Vinhedo-, será discutido em audiência pública na Câmara Municipal de Campinas na quinta-feira (hoje).

A ampliação deverá ser custeada com verbas da própria estatal e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. Segundo a Infraero, o plano de ampliação está sendo levado adiante independentemente da possibilidade de concessão do aeroporto à iniciativa privada, anunciada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, no ano passado. Jobim deverá receber da Anac, até meados de junho, um modelo de concessão de aeroportos que está sendo elaborado pela agência e pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A sugestão será encaminhada ao presidente Lula, a quem cabe tomar a decisão final.

Leia mais na matéria da Folha de São Paulo no site da NTC

A importância dessa solução é de permitir o deslocamento do grosso da movimentação aérea de cargas e de passageiros para o eixo Guarulhos-Campinas.

Com isso, o meu sonho de ver o Aeroporto de Congonhas desativado fica mais próximo de ocorrer.

Contribuirá para viabilizar essa mudança o trem Expresso Guarulhos e o Trem de Alta (nesse caso, nada alta) Velocidade que ligará São Paulo à Campinas.

O Brasil e, principalmente, São Paulo precisam dessa solução. A área do atual aeroporto de Congonhas poderá ter uma utilização muito mais racional e muito menos poluente do que um aeroporto com mais de trinta pousos e decolagens por hora!

(Clique na imagem para ampliá-la)

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