O porto de Santos recebeu garantias de que manterá investimentos entre este ano e o próximo, sem interrupções, como aposta no crescimento da economia e do comércio exterior, com o aporte equivalente a R$ 4,56 bilhões. Esse valor será distribuídos entre R$ 861 milhões do governo federal e R$ 3,7 bilhões de empresas do setor privado.

O balanço do pacote de investimentos feito pela Secretaria Especial de Portos (SEP) para as obras em andamento e para as que vão ser iniciadas surpreendeu até o ministro Pedro Brito, para quem “neste momento de crise (a avaliação) é boa para o porto, com os investimentos seguindo sem qualquer retração”.

Em entrevista ao Valor, o ministro estimou em 5.200 o número de empregos diretos a serem gerados por um conjunto de 17 obras de infraestrutura no porto paulista, o maior do país, com a parcela do governo federal computada na conta do Programa de Aceleração Continuada (PAC).

Com esses aportes, Santos poderá saltar das atuais 80,1 milhões de toneladas de cargas movimentadas por ano para 100 milhões de toneladas, em dois anos, mesmo que algumas das obras não sejam concluídas até 2010, segundo o ministro.

Conforme Pedro Brito, até o final de março estará concluída a licitação da dragagem de aprofundamento, com custo orçado em R$ 186 milhões. Outro montante, de R$ 32 milhões, será destinado ao derrocamento de duas pedras que restringem a navegação no estuário. E há mais R$ 7,2 milhões para remoção dos destroços do navio grego Ais George, mantidos semisubmersos desde a década de 70.

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Como se vê, além da prioridade para o modal ferroviário, o atual governo prioriza também o sistema portuário.

Principalmente, porque para um investimento relativamente pequeno do governo, temos um investimento significativo da iniciativa privada, que opera os portos públicos.

Por enquanto, a crise está levando os empresário à decisões cautelosas, mas não à paralisação.

E assim, os portos públicos, com Santos à frente em volume movimentado, vão mostrando que estão em condições de darem respostas efetivas para, após passado o ambiente de crise, o país possa voltar a crescer a taxas de 4 a 5% ao ano.

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