O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vistoriou, nesta quinta-feira, a frente de trabalho e o andamento das obras de duplicação da BR-101 Nordeste, lotes 7 e 8, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão é de que estes trechos estejam concluídos até dezembro deste ano, com investimento total de R$ 530 milhões.
O presidente sobrevoou, ainda, as obras da Ferrovia Nova Transnordestina, no trecho que vai de Missão Velha (CE) a Salgueiro (PE). Além disso, Lula participou da cerimônia de assinatura da ordem de início das obras do trecho de 163 quilômetros da Transnordestina, que vai de Salgueiro (PE) a Trindade (PE).
Em Pernambuco, 125 quilômetros da BR-101 estão em obras, em três trechos: da divisa com a Paraíba, no município de Goiana, até Igarrasu (lote 6), do Cabo até Ribeirão (lote 7) e de Ribeirão até Palmares (8).
As obras do lote 6 são executadas pelo 3º Batalhão de Engenharia de Construção do I Grupamento do Exército, e os demais lotes estão a cargo de consórcios de empresas privadas. O empreendimento, iniciado em dezembro de 2006, apresenta cerca de 60% das obras concluídas, com previsão de conclusão até meados do próximo ano.
Principal corredor de tráfego e de escoamento da produção agrícola e industrial da Região, a BR-101 é considerada obra estratégica na dinamização da economia nordestina, incremento do turismo e integração Norte-Sul.
Fonte: Site do DNIT
A duplicação da BR-101 Nordeste (clique na imagem para ver com mais detalhes) e a Ferrovia Nova Transnordestina são duas obras emblemáticas para o Nordeste brasileiro.
Significa que aquela região entrou, definitivamente, na agenda de desenvolvimento do país, anteriormente focada no Sul-Sudeste.
Apesar das muitas bobagens que se fala sobre o andamento do PAC, as obras vão caminhando e vencendo todos os obstáculos, que não são poucos.
O problema é que o governo anterior não deixou um estoque de projetos para serem deslanchados, o que exigiu do atual governo partir, praticamente, do zero.
Eu estava iniciando meu trabalho da Secretaria de Política Nacional de Transportes, em maio de 2004, quando recebi uma dezena de volumes de estudos de viabilidade da Nova Transnordestina.
Em cinco anos, o governo federal avalizou e corrigiu esses estudos, montou a engenharia financeira do empreendimento, providenciou as licenças, está realizando as desapropriações necessárias e a concessionária está dando andamento às obras em alguns trechos.
É um esforço gigantesco de gestão, reconhecido pela população do Nordeste, mas desprezado por boa parte da imprensa brasileira.
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