A LLX Minas-Rio, uma subsidiária da LLX Logística, assinou os contratos de financiamento com o BNDES e os bancos Unibanco e Itaú, num total de 1,321 bilhão de reais. Os recursos serão utilizados para construir um ramal ferroviário de 45 quilômetros, ligando o Porto do Açu, no norte do Rio de Janeiro, à rede ferroviária brasileira. A obra permitirá o escoamento do minério de ferro extraído pela Anglo American em Minas Gerais.
O prazo de pagamento será de 12 anos, com dois anos e meio de carência. O financiamento foi estruturado como project finance. Neste modelo de crédito, o empreendedor e o agente financeiro dividem os riscos do empreendimento, porque o financiamento é pago pelo seu fluxo de caixa, após o início das operações. O BNDES arcará com 50% do total financiado, e os bancos privados, com a outra metade.
A LLX Minas-Rio é controlada pela LLX Logística, fundada em 2007 pelo empresário Eike Batista. Em meados de 2007, a mineradora britânica Anglo-American adquiriu uma fatia de 49% da companhia. A missão da LLX Minas-Rio é construir e operar o Porto do Açu, além do ramal ferroviário que o ligará à malha brasileira. O Porto de Açu foi projetado para escoar 6,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, 9,7 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos, além de carvão, cimento, granéis líquidos e cargas em geral. O porto deve entrar em operação no segundo semestre de 2011.
Fonte: Revista Ferroviária (matéria do Portal Exame)
A matéria diz que o porto de Açu vai escoar cargas em geral.
No projeto original (imagem ao alto), havia a previsão de movimentação de contêineres em grande escala.
O porto Açu está autorizado pela Antaq a funcionar como terminal privativo de uso misto, o que significa que somente poderá movimentar carga própria e, acessoriamente, em pequeníssima escala, cargas de terceiros.
O Decreto 6.620/2008 manteve e precisou o marco regulatório, decorrente da Constituição Federal e da Lei dos Portos, que define que movimentação de cargas de terceiros é serviço público e somente poderá ser feito nos terminais de uso público, podendo a sua operação ser realizada pela iniciativa privada, mas somente através de licitação.
Gostaria de saber se a LLX alterou o seu projeto ou se vai insistir em prestar serviço público em seu terminal autorizado pela Antaq a funcionar apenas para uso privativo.
Com a palavra a Antaq, a LLX e o BNDES que entrou de sócio nesse empreendimento.
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