Casos de acidentes em 2008 cresceram 9,8% em relação a 2007.
Maior nível de embriaguez foi 19 vezes maior que o limite permitido.
Após o início da vigência da Lei Seca, em junho, o número de mortos nos 61 mil quilômetros das rodovias federais caiu 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgado nesta quinta-feira (18).
O número de acidentes com morte também caiu 6,3%, em relação ao mesmo período em 2007. Em todo o ano, a redução nos óbitos chegou a 3,7%. O levantamento ainda aponta que cerca de seis mil pessoas foram pegas em flagrante dirigindo bêbadas neste ano nas rodovias federais.
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Se esse mesmo percentual for constatado nas demais vias (urbanas, municipais e estaduais), significa que a Lei Seca – ou Lei Salva Vidas, como prefiro chamar – terá evitado cerca de duas mil mortes, das trinta e cinco mil que ocorrem anualmente.
O rigor da fiscalização ainda é relativamente baixo. Ao que tudo indica, quando aumentar, teremos uma redução maior.
O golpe final nos condutores de veículos alcoolizados virá quando as seguradoras puderem exercer o direito de não pagar sinistro causado por motorista ou motociclista nessas condições.
Hoje, este direito ainda é questionável na Justiça.
A dor no bolso, além das campanhas sistemáticas, garantirá o cerco final aos irresponsáveis ao volante.
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