O governo federal publica nesta sexta-feira (19) no Diário Oficial da União decreto que reduz de 5% para zero a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) para caminhões.


A medida entra em vigor uma semana depois do anúncio do corte do mesmo imposto para os automóveis, com o objetivo de ajudar a indústria automobilística a recuperar vendas e garantir empregos. 

A isenção vai valer até o fim de março, mesmo período previsto para o incentivo aos automóveis. O mercado de caminhões registrou queda de 22,2% em novembro na comparação com outubro, para 9.292 unidades.


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O modal rodoviário é responsável por mais de 50% da quantidade total de toneladas x quilômetros de cargas anualmente transportadas (excluindo o minério de ferro) no país.

Embora o PNLT preveja a alteração dessa matriz de transporte de cargas, nos próximos quinze anos, ainda assim ele estará presente na movimentação de praticamente todas as cargas, já que para sair das fábricas ou das propriedades rurais e para chegar ao consumidor final, tudo passa pelo caminhão.

Além dessa medida de desoneração do IPI de caminhões, o governo poderia promover a redução do preço do diesel, utilizando parte dos recursos da CIDE para esse fim.

Antes que alguém reclame de que a CIDE é para obras de infra-estrutura de transportes, é bom frisar que o orçamento dessas obras, hoje, é bem maior do que se arrecada com a CIDE.

Se quisesse ser mais justo ainda, poderia taxar um pouco mais a gasolina e eliminar a taxação do diesel, de tal forma que mantivesse a mesma receita.

Com isso, talvez venhamos a ter menos automóveis circulando nas grandes cidades e, ao mesmo tempo, produtos e insumos mais baratos para os consumidores e produtores.

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