Os pilotos do jato Legacy que colidiu com o Boeing da Gol em setembro de 2006, matando 154 pessoas e causando a segunda maior tragédia da aviação brasileira, manusearam o transponder de forma errada. É o que mostra o relatório final da Aeronáutica sobre o acidente, informa reportagem da colunistaEliane Cantanhêde na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Se estivesse operando normalmente, o equipamento teria evitado o acidente, porque é ele que aciona o TCAS, sistema anti-colisão capaz de desviar o avião de qualquer alvo sólido que esteja à frente, mesmo à revelia dos pilotos. O relatório revela que o transponder do Legacy foi manuseado de forma errada pelos pilotos e entrou em “stand by” inadvertidamente.

O mecanismo TCAS seria a última chance de impedir o choque, depois de uma série de erros, desde displicência até falta de comunicação –tanto dos pilotos norte-americanos Joe Lepore e Jan Paladino, do Legacy, quanto dos controladores do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo) em Brasília e em São José dos Campos (SP), de onde o Legacy decolou para seu primeiro vôo.

Fonte: Folha Online

Finalmente, vai aparecendo a verdade sobre os fatos que levaram aos acidentes da Gol e da TAM.

Como se constata, nada a ver com caos aéreo ou com apagão aéreo, que seriam problemas estruturais e foram tão propalados e amplificados pela imprensa, com o único objetivo de desgastar o governo Lula.

Neste acidente da Gol, houve uma série de erros pontuais, inclusive envolvendo as falhas dos controladores de voo, que poderiam ter evitado, ainda assim, o terrível acidente.

Por causa disso, e sabendo que a responsabilidade recairia sobre eles, os controladores iniciaram ações que, também pontualmente, geraram alguns fatos que a imprensa rapidamente colocou no colo do governo federal.

É fato que o governo federal poderia ter agido duramente naquela ocasião para acabar com a movimentação dos controladores e foi condescendente além da conta. Esse foi o único erro do governo.

Entretanto, a imprensa – alimentada pelos controladores – optou por criar o clima do apagão e do caos aéreo. Embora os índices de pontualidade e de regularidade estivessem altíssimos até o início das operações dos controladores, começou-se a falar em problemas nos sistemas de controle e na infra-estrutura aeroportuária. Para este acidente da Gol chegou-se a falar em “área cega” que não teria permitido uma ação dos controladores, que evitaria o acidente.

Tudo era motivo para provocar desgaste no governo Lula. O que, para infelicidade da imprensa, não ocorreu, como mostraram e mostram os elevados índices de aprovação do governo.

Para “alegria” da imprensa,menos de um ano após, ocorre um outro grande acidente com o avião da TAM, em Congonhas.

No primeiríssimo instante, a imprensa, após investigação sumária, define que o responsável pelo acidente foi o Governo Lula. 

O avião não conseguiu parar porque liberaram a pista de Congonhas sem as ranhuras para facilitar o escoamente da água. Tentaram – e, parcialmente, conseguiram – passar a idéia de que foi o aquaplaneio que impediu a frenagem.

Hoje, após investigações detalhadas, sabe-se que o avião não freou pelo simples motivo de que ele estava acelerando. Não teve aquaplaneio algum e sim aceleração quando deveria estar freando.

Mencionei, inclusive, em posts anteriores, que nem uma sequência de “quebra-molas” fariam o avião parar.

As investigações da Polícia Civil do Governo do Estado de São Paulo mostraram que no acidente da TAM as responsabilidades diretas pelo acidente foram dos pilotos e da empresa. Isto porque a aeronave estava com um dos reversores “pinado” e, em vez do avião ter ido para a manutenção, continuou voando.

Além disso, os pilotos não se entenderam sobre o procedimento adequado e o fato, mostrado por imagens gravadas no momento do pouso, é que o avião acelerou em vez de frear.

Indiretamente, a investigação atribui responsabilidades à Infraero, à ANAC, ao governo Lula, enfim. O que venhamos e convenhamos é um exagero, que foi devidamente amplificado pela imprensa.

Ninguém parou para pensar que naquele fatídico dia, nas mesmas condições de pista e de chuva, pousaram mais de trezentas aeronaves do mesmo porte do avião acidentado.

A verdade aparecerá com toda a clareza, mostrando o grave erro da imprensa em acusar o governo federal pelos dois acidentes e em criar a idéia de caos estrutural, num período em que havia tão somente um conjunto de ações dos controladores de voo para que não fosse enxergada a responsabilidade deles, desviando o foco de atenção para o governo.

Clique aqui para ler o que publicamos sobre o acidente da Gol, o da TAM e sobre o inventado “caos aéreo”.

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