Todos os dias, notam-se filas de veículos em Dutra, Anchieta, Anhangüera, Bandeirantes, Raposo Tavares, Régis Bittencourt e Dom Pedro I, entre outras estradas.
Nos horários de pico, o trânsito é pior do que na Avenida dos Bandeirantes, na capital – considerando uma sexta-feira no fim de tarde, às vésperas de um fim de semana prolongado, quando o movimento ultrapassa os 5 mil veículos por hora. Os gargalos surgem até em fins de semana.
Quem mais sente as lentidões, porém, são as empresas de transporte. Para evitar perdas, elas procuram rotas alternativas, mas nem sempre encontram. “Na Via Anchieta, na região de São Bernardo do Campo, não tem saída.”
“O negócio é enfrentar os congestionamentos entre o km 10 e o km 29”, afirma o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp), Flávio Benatti. A necessidade de transpor a capital, numa rota Santos-Campinas, por exemplo, aumenta a viagem em 1h30, em média.
Existe um pacote de obras previstas para serem realizadas ao longo de pelo menos dez anos pelas concessionárias de rodovias. Os editais de concessão prevêem que, sempre que um determinado trecho rodoviário atinja mais de 50 horas anuais de grandes congestionamentos, a empresa faça por sua conta obras de ampliação da capacidade de fluxo.
Outra forma de evitar os gargalos de congestionamentos nas estradas é fazer o gerenciamento de tráfego com equipamentos de alta tecnologia. É possível utilizar monitoramento com câmeras em vários programas para redirecionamento de fluxo de tráfego, comunicação e outros dispositivos que evitam e/ou minimizam os engarrafamentos.
Mas essa tecnologia praticamente inexiste no Brasil. Em São Paulo, as concessionárias adotam alguns estudos para definir a necessidade de construção e ampliação de faixas de rolamentos em algumas estradas.
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Não adianta pensar que obras de infra-estrutura resolverão os congestionamentos causados pelo gigantesco número de automóveis em circulação.
Viadutos, mergulhões, duplicação de vias, etc, somente transferirão o local de congestionamento de um lugar para o outro.
É urgente restringir a circulação de automóveis nas áreas de maior densidade, utilizando instrumentos como ampliação do rodízio, pedágio urbano e restrições de estacionamento.
Paralelamente, é preciso ampliar, rapidamente, as vias exclusivas para ônibus, utilizando os recursos arrecadados pelo pedágio urbano.
Se houver uma redução de 30% dos automóveis em circulação nas áreas de maior densidade (que é viável com essas medidas), aí as obras de infra-estrutura rodoviária, juntamente com a utilização de sistemas inteligentes de controle do tráfego, poderão ser eficazes.
Fora disso, é jogar dinheiro fora.
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