
A principal aposta do governo do Maranhão para alavancar a economia do Estado é o porto de Itaqui.
Entusiasmado com a futura instalação da siderúrgica Mearim na foz do Rio Bacabeira e com o aumento dos investimentos da Companhia Vale do Rio Doce e da Alcoa (que produz alumínio e alumina) no território maranhense, o governador Jackson Lago (PDT) quer transformar o porto, localizado na Baía de São Marcos, em São Luís, na principal rota de exportação de minérios e grãos do país.
Lago levou Ângelo Baptista, que até bem pouco tempo administrava o Porto de Vitória, para modernizar o similar maranhense. Convidou também os governadores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Pará e Piauí para indicarem integrantes para o Conselho de Administração do Porto (CAP). Desses estados sairão o minério e os grãos a serem embarcados nos navios estrangeiros, embora esses últimos ainda optem por escoar a sua produção pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).
“Precisamos criar de vez o corredor Centro-Norte: ele envolve ligações por terra, ferrovias (como a Norte-Sul) e hidrovias. Trazer esses governos para o CAP de Itaqui servirá para dar mais peso às nossas pressões.
Não será apenas o Maranhão, um pequeno estado pobre, a pressionar por infra-estrutura”, justifica o governador. Isso vai se somar a uma vantagem logística que Itaqui tem em relação aos demais: por estar mais próximo da Europa e dos Estados Unidos, a viagem a partir do Porto de Itaqui significa cinco dias a menos no mar. “Colocar um grande cargueiro no mar significa um gasto de US$ 10 mil/dia. Saindo daqui, os exportadores economizam US$ 50 mil na viagem”.
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Itaqui tem essa vocação para cargas em granel.
É um porto estratégico para o Norte-Nordeste-Centro Oeste.
Além disso, no terminal da Vale, é escoado um grande volume de soja.
A construção de novos terminais graneleiros no porto público de Itaqui permitirá deslocar essa movimentação de grãos, possibilitando a redução de custos para os embarcadores.
Se Itaqui investir pesado na construção desse terminal no porto organizado, certamente atrairá cargas que hoje procuram Santos ou Paranaguá.
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