O Porto de Santos registrou crescimento de quase 30% no valor comercial das cargas movimentadas entre janeiro e agosto deste ano em comparação a igual período de 2007. A influência maior foram as mercadorias de importação que atingiram alta de quase 50% no período, enquanto as exportações cresceram numa taxa de 17,6%.

“Esse perfil mostra Santos como um porto que, além da imprescindível participação no escoamento de commodities nos dois fluxos, evolui com significativo crescimento de cargas com maior valor agregado”, analisa o presidente da docas, José Roberto Serra, destacando a crescente e elevada parcela de carga conteinerizada, responsável pelo tráfego das mercadorias de maior valor. De fato, as operações com contêineres, responsáveis por 36,5% do total do porto neste ano, tiveram crescimento de 7,5%.

A movimentação física de cargas no Porto de Santos atingiu em agosto o total de 52,69 milhões de toneladas, apresentando ligeiro recuo de 2,7% no total deste ano, em virtude da queda de 5,3% das cargas de exportação, responsáveis por 65,37% do movimento total. As importações mantiveram a tendência de crescimento com índice de 2,5%.

Dentre as principais cargas de exportação, os destaques no total acumulado foram a soja em grãos e o álcool, com crescimento de 49,1% e 40,3%, respectivamente.

O crescimento da importação teve forte influência do aumento das descargas de adubo, a mercadoria mais importada através de Santos, que atingiu no período incremento de 14,9%.

Na corrente comercial, os US$ 59,8 bilhões movimentados por Santos, no acumulado de janeiro a agosto deste ano, garantiram uma participação de 24,4% do total do país.



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Esses números mostram, de forma inequívoca, que o discurso sobre a precariedade dos portos públicos não tem fundamentação alguma.


Até o final de 2009, com o avanço da dragagem que será iniciada no primeiro trimestre do mesmo ano, e com alguns projetos de novos berços para contêineres e outros pequenos e médios projetos em andamento, o porto de Santos aumentará a sua capacidade, de forma suficiente, para atender a demanda até 2013.


A CODESP está atuando para viabilizar, o mais rápido possível o projeto de Barnabés-Bagres, que promeverá um aumento de capacidade, duplicando a atual.


Com esse projeto implantado e operacional até 2013, Santos atenderá muito bem as demandas por mais dez a quinze anos.


Os especialistas da Folha de São Paulo, mencionados no Editorial desta segunda-feira (20/10/08), precisam mostrar que esses números e estas perspectivas são falsas ou inviáveis ou então devem mudar seus discursos.


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