| Em frente ao principal portão de entrada do Porte de Versailles, o pavilhão de exposições que abriga o salão do automóvel de Paris, há uma estação de bicicletas públicas. Apesar dos esforços que a indústria de automóveis faz dentro do salão para tentar continuar vendendo seus produtos com a promessa de que eles estão cada vez mais limpos e econômicos, do lado de fora muitos parisienses já começaram a trocar o carro pela bicicleta. |
| Apesar do paradoxo, a bicicleta é, de fato, uma saída para quem quer conhecer os automóveis do salão de Paris sem perder a paciência com o trânsito caótico dos arredores do pavilhão de exposição. Lançado há três meses, o Velib, programa da Prefeitura de Paris que espalhou bicicletas por toda a cidade já faz sucesso. Dependendo do tempo de uso, a viagem custa menos do que de metrô. |
| Até o fim do ano, serão mais de 20 mil bicicletas e mais de mil postos, que ficam à uma distância média de 300 metros uns dos outros. Em cada posto há uma máquina, semelhante às de recarga de bilhete único dos ônibus de São Paulo. O usuário pode usar cartão de débito ou crédito. A primeira hora é gratuita. A primeira meia hora adicional custa um euro. O sistema permite pegar a bicicleta em um posto e devolvê-la em qualquer outro. A iniciativa já está em outras cidades francesas, como Marselha.
Leia mais no site do Valor (somente para assinantes) Foto do blog do Uol Carros – Salão de Paris 2008 Enquanto isso, em São Paulo, a prioridade é dos automóveis, ainda que uma prioridade do “tiro no pé”. O vencedor da disputa pela Prefeitura de São Paulo deveria, antes de assumir, passar uns dias em Paris e em Londres para ver como o poder público pode restringir a circulação e estacionamento de automóveis e se tornar mais popular ainda – ao contrário do que eles(as) imaginam. Paradoxalmente para alguns, o usuário de automóvel gostaria que tivesse muito menos carros circulando, ainda que tenham que pagar um preço por isso. Lá nessas cidades. Aqui, a maioria desses usuários ainda têm a doce ilusão de que é possível não ter limites para os automóveis. *** |

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