Em uma década,de 1998 a 2008, a frota de veículos de Belo Horizonte cresceu 552%, atingindo quase 1,1 milhão. Um estudo inédito da BHTrans mediu os reflexos deste aumento no trânsito da capital. A quantidade de veículos que trafegam na área central aumentou 20,7% de 6 às 20 horas. A medição foi feita em 15 avenidas e ruas que servem de ligação ao Centro da capital.

Além dos congestionamentos cada vez maiores, o transporte coletivo também está sofrendo os efeitos do aumento. A velocidade média dos ônibus no período da tarde na área central de Belo Horizonte caiu de 18 para 16,5 quilômetros por hora, com 8,4% de redução. No período da manhã, a queda foi de 6,5%.

“O rodízio e outras restrições de circulação de veículos estão sendo estudados pela BHTrans, mas a decisão terá que ser política, com possibilidade de ser tomada após uma consulta pública”, admitiu Marcelo Cintra. Até a batida do martelo sobre esta medida, os técnicos do órgão estudam formas de aumentar as pistas exclusivas para os ônibus. De acordo com o Detran, em julho foram emplacados em Minas 19.948 veículos novos, uma média de 643 por dia. Em agosto, caiu para 15.011 e em setembro o número de veículos novos passou para 17.744, uma média de 591 por dia, considerando todos os sábados e domingos do mês.

Leia mais no site da NTC.

Nas grandes cidades brasileiras foi esgotado o rol de medidas paliativas.

Com o crescimento da economia e elevação de padrão de vida, todos querem ter um automóvel e sair com ele para tudo que é canto.

Só que temos um pequeno “probleminha”: os espaços urbanos para circulação são finitos e não há recursos para fazer vários “andares” de vias, como no Japão ou nos EUA.

Resta assumir que a prioridade para circulação é do transporte coletivo, ciclistas e motociclistas, caminhões, táxis e pedestres.

O automóvel tem que pagar um preço a mais para que os demais não paguem.

A implantação de pedágio urbano nas áreas centrais, destinando toda a receita para a construção de vias exclusivas para ônibus e ciclovias, é algo imperativo para os novos prefeitos e prefeitas.

Aliado a isso, o automóvel tem que pagar um preço elevado para estacionar nessas áreas. Esses recursos também devem ser aplicados em melhorias do transporte público e no não-transporte.

Essa matéria trata de uma cidade que está num patamar acima de outras como Rio e São Paulo, no que se refere a ter uma política correta de privilegiar o transporte público. O que não ocorre nas outras duas.

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Uma resposta a “Frota cresce 552% na capital mineira e atinge quase 1,1 milhão de veículos”

  1. Avatar de Henrique

    Com tanta facilidade de uma pessoa adquirir seu carro, a cada dia que passa mais e mais pessoas compraram. Se não for tomada alguma atitude as cidades mais populosas vão parar.Cézar,Blog Dirigindo Seguro.http://www.dirigindoseguro.com.br

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