De janeiro a agosto deste ano, as vendas externas do agronegócio somaram US$ 48,5 bilhões, valor 28% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior. O saldo da balança no período foi positivo em US$ 40,6 bilhões, incremento de 25% na comparação com os primeiros oito meses de ano passado.

Os cinco principais setores que colaboraram para o bom resultado das exportações este ano foram o complexo soja (+71,4%), carnes (+36,9%), produtos florestais (+11,2%), complexo sucroalcooleiro, (+5,4%) e café (+16%).

No que se refere aos países de destino das exportações brasileiras do agronegócio, a China vem se consolidando na primeira posição. De janeiro a agosto deste ano, houve um crescimento de 97,3% das vendas para o mercado chinês. Isoladamente, a China já concentra 13,1% das exportações brasileiras do agronegócio.

Em segundo e terceiro lugares, aparecem os Países Baixos, com participação 9,4%, e os Estados Unidos, com 8,5%. Destaca-se, também, o forte crescimento registrado das exportações para a Venezuela (+136%) e Tailândia (+73%), em relação aos oito primeiros meses de 2007. Nesse período de 2008, a participação da Venezuela como destino das exportações subiu de 1,6% para 2,9%.

Leia mais no site do Porto de Santos.


Perguntaria ao pessoal do agronegócio: como foi possível esse resultado se rodovias, ferrovias, hidrovias e portos estão precarizados, são ineficientes e geram um “Custo Brasil” elevado baixando a competitividade dos nossos produtos no comércio exterior?

Ainda mais levando em conta que esses resultados foram conseguidos ainda com o real sobrevalorizado em relação ao dólar.

A resposta óbvia é: a infra-estrutura de transportes está oferecendo condições de competitividade aos nossos produtos no comércio exterior e no mercado interno.

Simplesmente, porque esse papo de ineficiência é conversa fiada para a privatização ampla, geral e irrestrita dos portos públicos brasileiros. E, de quebra, para tentar desgastar o governo Lula (o que está longe de ocorrer…).

As rodovias de médio e alto volume de tráfego – que são as que contam – estão em boas condições, as operadoras ferroviárias estão ampliando sua atuação e parcela na “pizza” da matriz de transporte de cargas e os portos – especialmente os públicos – estão funcionando no padrão internacional de portos de mesmas características que os nossos (não me venham com comparações com Roterdam, Cingapura e Hong-Kong, que pega mal para quem as faz).

Especialmente Santos, Paranaguá, Itajaí, Rio Grande, Rio de Janeiro/Itaguaí, Vitória, Suape, Pecém e Itaqui.

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