
A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) apresentou hoje (11), no Rio de Janeiro, o projeto de reforma do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no valor de R$ 400 milhões. Segundo o presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, o Terminal 2 será concluído e o Terminal 1 será totalmente reformado.
Gaudenzi afirmou que o prazo de conclusão das obras é de três anos e meio, independentemente do Rio de Janeiro ser escolhido ou não para sediar as Olimpíadas de 2016. A apresentação do projeto de reforma aconteceu em uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O Aeroporto Tom Jobim recebeu, na audiência, críticas do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que pediu sua privatização. Gaudenzi reconheceu que o aeroporto está em uma situação “crítica”, mas disse que, por enquanto, não há intenção do governo federal em privatizar o aeroporto. “Enquanto não houver outra determinação, cabe à Infraero cumprir o planejamento estabelecido”, disse.
Fonte:
Agência Brasil.
O Aeroporto Tom Jobim (Galeão) é importante para o país e para o Estado do Rio de Janeiro.
Precisa ter seu Terminal 2 concluído e o Terminal 1 reformado.
Para isso já existem os recursos da Infraero e a determinação do Governo Federal para dar andamento às mesmas.
Não consegui entender o que o Governador Sérgio Cabral quis dizer com privatização.
O sistema aeroportuário do país exige terminais modernos e eficientes em todos os estados brasileiros.
A Infraero cobra uma tarifa que é a sua fonte de receita mas, assim como alguns tributos, a arrecadação de alguns aeroportos (talvez a maioria) não é suficiente para dotá-los da infra-estrutura moderna que se exige. Por isso, o bolo (receita total) tem que ser repartido com todos os estados.
Se o Governador quer dizer que uma gestão privada do aeroporto seria sustentada pela receita gerada no Tom Jobim, e se isso fosse replicado em Guarulhos, Congonhas, Brasília, Confins e Salgado Filho, por exemplo, a Infraero não teria recursos para as obras e serviços de manutenção nos demais aeroportos.
Assim, teríamos esses seis aeroportos no primeiríssimo mundo e os demais no terceiro. Garanto que a grita seria geral!
Uma discussão que seria gerada caso isso acontecesse: a tarifa hoje cobrada pela Infraero deveria ser apropriada pelo aeroporto de origem, de destino ou distribuído por todos, incluindo as conexões?
A menos que o Governador esteja vendo outras fontes de receita que não as atuais da Infraero…
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