Restrição à circulação dos caminhões na cidade de São Paulo esteve na ordem do dia no café da manhã, realizado com empresários de transporte e o prefeito e candidato a reeleição, Gilberto Kassab, na terça-feira (12).

O encontro foi promovido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Setcesp).

Na ocasião o presidente da NTC&Logística, Flávio Benatti (foto), falou dos estudos da entidade que apontam aumento nos custos das operações de coleta e entrega na zona máxima de restrição de circulação (ZMRC) na capital paulista.

“As restrições impactam nas empresas de transporte um custo de 44%, o que significa um repasse de 15% nas coletas e entregas feitas no centro expandido da capital, com uma taxa mínima de R$ 12,00 para fretes até R$ 80,00”, explicou.

Benatti, ainda ressaltou que o caótico trânsito da cidade paulista deve-se a falta de comprometimento das administrações públicas em investir pesado na infra-estrutura de transporte, sobretudo no Rodoanel e no transporte coletivo de passageiros.

Leia mais no site da NTC.

O pior disso tudo é que essas restrições têm efeito marginal no apagão diário do trânsito de São Paulo. Além de causar aumento de custos para os operadores e consumidores.

Enquanto não se retirar pelo menos um milhão de automóveis – dos quatro milhões que circulam diariamente na cidade – de circulação, nada de significativo mudará.

O paulistano continuará a viver o inferno diário dos gigantescos congestionamentos, como o de sexta-feira passada com 170 km às 19h, noticiado aqui neste blog.

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