
Foram assinados nesta segunda-feira (14/07) os contratos referentes à operação de 78 balanças (fixas e móveis) nas rodovias federais em 15 estados da federação. São os primeiros contratos referentes ao plano de pesagem do Governo Federal, que prevê ainda a licitação de mais 160 postos de pesagem até o final deste ano.
Os extratos dos contratos assinados hoje serão publicados no Diário Oficial da União e em seguida os Consórcios vencedores dos 16 lotes da licitação iniciada no final de 2007, receberão ordem de serviço para iniciar os trabalhos junto aos postos de pesagem.
Segundo o Coordenador Geral de Operações Rodoviárias do DNIT, Luiz Cláudio Varejão, os consórcios terão um prazo máximo de 60 dias para execução de alguns ajustes e promover a aferição dos equipamentos junto ao Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. “Pode ser que alguns postos funcionem antes desse prazo, mas de uma forma ou de outra no mês de setembro todos eles estarão em pleno funcionamento”.
São 45 postos com equipamentos fixos e 33 postos com equipamentos móveis, divididos em 16 lotes e abrangendo os principais corredores de transporte cargas no país. Os Contratos têm duração de 36 e 42 meses.
Neste período o investimento na operação de pesagem será de R$ 261,4 milhões.
Clique aqui para conferir a localização das balanças.
Fonte: site do DNIT
Como se sabe, o excesso de peso nos ônibus e caminhões são os principais fatores de deterioração acelerada dos pavimentos asfálticos, especialmente nos períodos chuvosos.
A política de controle do excesso de peso nas rodovias foi abandonada nos governos da década de 90 até 2003.
A partir daí, o governo federal promoveu a retomada desse controle.
Solicitou a elaboração de um Plano Diretor de Pesagem ao Exército (através do Centran), que apontou as necessidades futuras.
Finalmente, começa a avançar a implantação de uma rede de balanças fixas e móveis, que resolverá um grande problema para a logística rodoviária, permitindo estancar a sangria de recursos necessários para recuperar rodovias com a vida útil do seu pavimento reduzida em até 50% do tempo de projeto, devido ao excesso de peso em ônibus e caminhões.
Essa é uma excelente notícia para as entidades do transporte rodoviário de cargas, que vêm lutando e ajudando a construir essa política.
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