
A taxa de desemprego brasileira recuou pelo terceiro mês seguido em maio, para 7,9%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísica (IBGE). A taxa é a menor desde dezembro de 2007, quando ficou em 7,4%. Para meses de maio, a taxa é a menor desde 2002.
A taxa de desocupação caiu 0,6 ponto percentual em relação a abril (8,5%) e 2,2 pontos em relação a maio do ano passado (10,1%).
De abril para maio, a Pesquisa Mensal de Emprego assinalou redução de 7,5% no contingente de desocupados nas seis regiões pesquisadas. Em relação a maio de 2007, o recuo foi de 20,4%.
Embora uma boa notícia, os monetaristas dirão o seguinte, com um ar pessimista:
Menos desemprego, mais consumo; com isso mais pressão sobre a produção; como esta não tem condição de atender a demanda, os preços sobem; preços subindo, maior inflação.
Para os monetaristas, maior inflação é algo inaceitável, ainda que esteja dentro da tolerância da meta, que é de 4,5%, podendo chegar a 6,5%, de forma aceitável.
Assim sendo, para os monetaristas, há que restringir o consumo e como consequência o nível de emprego, já que mais gente empregada, mais consumo, mais produção, mais emprego e assim por diante.
Uma saída é o aumento da capacidade produtiva (que está ocorrendo).
É só se debruçar sobre os volumes de importação e o que significam (grande parte são bens de capital) para constatar isso.
Entretanto, na próxima reunião do COPOM, do mesmo jeito que dois mais dois é igual a quatro, a taxa de juros irá aumentar.
Não deixa de ser uma forma elegante de tentar aumentar o desemprego…
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