
O presidente da Renault e da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, ressaltou nesta quinta-feira (29) que, embora não acredite que o futuro da indústria automobilística esteja em perigo pelo aumento dos preços do petróleo, será necessária “uma ruptura tecnológica” que permita romper seu atual grau de dependência, que não é viável a longo prazo.”Caso fossem cumpridas as previsões, e a proporção mundial de carros passasse dos 600 milhões atuais para 2,9 bilhões em 2050, e se continuássemos tão dependentes quanto agora do petróleo, o barril provavelmente chegaria a US$ 1 mil”, assinalou Ghosn.
Em termos gerais, ele explicou que “não se pode prever o desenvolvimento mundial em um prazo de 20 anos tendo só o petróleo como fonte de energia”, e opinou que a diversificação dessas fontes no setor automobilístico será o carro elétrico e a pilha de combustível (hidrogênio).
Sobre este assunto, lembrou que a Renault se comprometeu a vender na Europa carros elétricos a partir de 2010, e assegurou que serão “confiáveis e modernos”.
Leia, também no G1, sobre o lançamento do Renaul Mégane (foto), com fonte elétrica de energia
Conforme vimos insistindo, essa ruptura se dará mais rapidamente do que se imagina.
Tanto por causa da necessária independência do petróleo, como pela demanda de redução de emissão de carbono, para reduzir o “efeito estufa”.
Nos próximos dois, três anos, os protótipos começarão a sair das prateleiras das montadoras para venda ao público.
São Paulo será uma das mega-cidades que poderá ganhar com isso (é claro se juntamente houver restrição à circulação de automóveis e mais investimentos nos corredores de ônibus, especialmente com combustível verde).
Quem viver, verá…
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