Segundo Miriam Leitão, Sardenberg e outros(as) comentaristas de economia da “grande imprensa”, o sucesso atual do país é fruto: do competente Governo FHC que deixou a economia bem organizada (sic); e de que o presidente Lula teve o bom senso de manter – atenção, MANTER – a política econômica de seu antecessor.
Pois bem, nós repetimos, todos os dias, que a política econômica do governo Lula é sensivelmente diferente da do FHC. Nós somos suspeitos, naturalmente, mas vejamos o que diz alguém totalmente insuspeito, em matéria publicada no G1.
A diretora sênior de riscos da agência Fitch para a América Latina, Shelly Shetty (foto), declarou nesta sexta-feira (30) que o Brasil “passou por uma série de mudanças para merecer a nova classificação”, ao explicar os motivos que levaram a instituição de avaliação de risco a conceder o grau de investimento para o país na quinta.
O país teve sua classificação elevada de BB+ para a categoria BBB-, o que significa que passa a ser considerado local seguro para recursos estrangeiros. Em teleconferência com jornalistas, Shelly disse que quatro mudanças na economia do país foram as principais responsáveis pelo grau de investimento.
Segundo ela, essas diferenças são:
- “o aumento das reservas internacionais;
- a resistência mostrada frente à atual crise internacional;
- a manutenção da política econômica responsável; e
- a habilidade de sustentar um nível de crescimento mais vigoroso”.
Portanto, o único item que é semelhante ao das avaliações dos(as) comentaristas citados(as) é a “política econômica responsável” que, traduzindo do “monetarês” para o “desenvolvimentês” tem a ver com a ação do Banco Central e não com o desenvolvimento econômico como um todo, com uma forte presença do Estado como agente indutor do mesmo.
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