O professor de logística Paulo Fleury me disse que o Brasil transporta R$ 100 bilhões por ano por caminhões. O prejuízo por esta opção de concentrar o transporte de carga em caminhões é de 10%. Ao todo, R$ 10 bilhões por ano são perdidos.

As estradas mal conservadas atrasam o transporte, e esses caminhões na cidade pioram o trânsito. Eles mesmos se atrasam ainda mais. O transporte de passageiros por trem tem sido deixado de lado, tanto entre as cidades e estados, quanto dentro das cidades. O ônibus sempre foi a escolha dos governantes.

Em São Paulo, capital, os ônibus transportam por dia nove milhões de passageiros. O Brasil tem feito escolhas insensatas no transporte e no trânsito. Isto custa caro ao Brasil.

Esta é a parte do texto da Miriam Leitão que me interessa comentar

Abaixo, o comentário que postei e que é insuficiente, mas dentro do limitado espaço disponível.

É verdade que os governos militares fizeram uma opção pelo modal rodoviário e abandonaram as ferrovias.

FHC deu o tiro de misericórdia realizando licitações para operação da malha feroviária, pela iniciativa privada, num modelo que não existe similar em lugar algum do mundo e que traz muitos problemas, já que as operadoras são as donas da malha, dificultando a operação de outros operadores nas respectivas vias permanentes.

A criação da Valec, empresa pública, com capacidade de retomar o modal ferroviário é um sinal importante do presidente Lula de que este passará a ter mais recursos e atenções e cuidará, inclusive, dos trens de passageiros.

Não é verdade que a malha rodoviária está mal conservada. Quem consultar a pesquisa da CNT verá que 90% das rodovias pesquisadas não apresenta buracos.

Está lá no Relatório Executivo, página 43. A sinalização também está em boas condições.

No meu blog Logística e Transportes há uma seção exclusiva sobre essa pesquisa.

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