Recebi as seguintes perguntas do leito Paulo Sérgio Quintanilha.

1. Pq o governo do Rio insiste em reformar uma rodoviária obsoleta e mal localizada como a Novo Rio? Não seria melhor a construção de uma nova mais próxima das rodovias de saída e integrada ao metrô ou algum ramal ferroviário, como acontece em São Paulo?

R.: Penso que na área do DNIT, localizada no entroncamento da Dutra com a Av. Brasil, em Vigário Geral, seria o local adequado para um grande Centro de Distribuição de Cargas e para a Nova Rodoviária. Entretanto, isso exige uma grande intervenção das três esferas do governo, incluindo o aceite do DNIT em ceder aquela área para essa finalidade. Enquanto essa solução não vem, penso que é necessário melhorar a qualidade do atendimento na Rodoviária Novo Rio. Isso inclui obras e serviços.

2. Pq não se constrói um VLT entre o Aeroporto Santos Dumont e a estação cinelandia do metro?

R.: Sinceramente, penso que com a irreversível redução da movimentação de aeronaves no Santos Dumont, essa torna-se uma solução de alto custo para pouco benefício. Há que considerar que, com a implantação do trem de alto desempenho ligando o Rio à São Paulo, deverá haver um impacto significativo na redução de vôos na ponte aérea Rio-São Paulo. Assim, me parece que uma ligação tipo VLT ou trem de levitação magnética entre o Galeão e a estação final do trem de alto desempenho traz muito mais benefício para um custo relativamente baixo, se a solução for trem de levitação magnética. Hoje a Coppe/UFRJ tem tecnologia para isso.

3. Pq o sistema de bondes de Santa Teresa nunca foi modernizado e efetivamente integrado à cidade?

R.: No período 1993-1996, o então vereador Jorge Bittar tentou junto à Prefeitura e ao Governo do Estado convencê-los de um projeto de Revitalização de Santa Teresa, considerada a Montmartre tupiniquim. Esse projeto incluía a modernização do sistema de bondes. Infelizmente, não evoluiu. Até onde sei, parece que este projeto vai evoluir, por iniciativa do atual Governo do Estado. Clique aqui e veja o que já publicamos a respeito desse tema.

4. Pq a linha 6 do metro não sai do papel? Sua ligação com o Galeão seria fundamental para a cidade. ( Uma nova rodoviária poderia ser construida nesse trajeto, já imaginou, rodoviária e aeroporto internacional interligados com metro?)

R.: Todas as soluções para ampliação do Metrô esbarram no alto custo do empreendimento e na baixíssima capacidade de endividamento do governo estadual, responsável pelo sistema. Mesmo com as facilidades oferecidas pelo BNDES, isso ainda é um obstáculo praticamente intransponível.

5. Pq não temos barcas direto para São Gonçalo?

R: O governador Sérgio Cabral está empenhado em viabilizar esse empreendimento. Clique aqui e veja matéria a respeito. Essa ligação e outras possíveis como para Magé e mesmo para a Barra da Tijuca são uma questão de tempo e tecnologia e acontecerão num futuro próximo. Não dá para abrir mão de um meio de transporte limpo como o aquaviário, com a situação privilegiada que temos, onde a via já está pronta, somente esperando o homem fazer bom uso dela.

6. Pq abandonaram o projeto de prolongamento original da linha 2 do metrô? Pq a linha 4 do metrô até a Barra não sai?

R.: Em grande parte por causa do custo, como já mencionado na resposta anterior. Ao contrário de outras modalidades, o metrô é um investimento estatal. Tem alto custo e baixo retorno, sendo viável apenas a operação pela iniciativa privada.

Espero ter atendido.

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