Descontentes com a inclusão dos caminhões no rodízio municipal e também com as restrições de carga e descarga das 5 às 21 horas na área do centro expandido – anunciadas na semana passada pela Prefeitura de São Paulo -, os cerca de 50 mil caminhoneiros autônomos da capital paulista ameaçam paralisar as atividades, caso não sejam ouvidos pela Prefeitura.
A mobilização contra as novas regras não pára por aí: hoje, o Sindicato das Empresas de Carga (Setcesp) deve divulgar um manifesto contra as medidas anticaminhão. As duas entidades reclamam que não foram ouvidas pelo governo municipal, que teria imposto as restrições ao setor, fundamental para o abastecimento da capital.
Leia mais no site do Yahoo, matéria da Agência Estado
Nós já nos manifestamos várias vezes sobre o assunto. Os vilões do apagão diário no trânsito de São Paulo não são os caminhões, mas os automóveis, a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo.
As autoridades se tivessem implantado os 300 km de corredores de ônibus, avançado na construção do metrô e tivessem imposto restrições à circulação de automóveis teriam reduzido as proporções desse drama diário enfrentado pelos paulistanos.
Colocar o ônus no transporte rodoviário de cargas é um acinte à inteligência do cidadão médio. Basta medir o que acontecerá com a greve dos caminhoneiros.
Se ela ocorrer, os caminhões deixarão de circular, e será um inferno para a cidade, que ficará desabastecida.
Se, porventura, houvesse uma “greve” de apenas metade dos automóveis seria o paraíso para os paulistanos!
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