Artigo publicado no site do DNIT, de autoria de José Narcelio Marques Sousa, engenheiro e Superintendente Regional do DNIT no Rio Grande do Norte.
Narcélio é o responsável pela malha rodoviária do DNIT, naquele estado.
“Certo dia do mês passado, as câmeras de controle de trânsito da cidade de São Paulo registraram cento e vinte quilômetros de congestionamentos. O fato inusitado ocorreu com o tempo bom, sem trombas d’água e nenhum outro imprevisto climatológico. Isto significa dizer que a maior metrópole do país parou, literalmente, naquele dia. Pior. A ocorrência tornou-se uma constante na maioria das capitais brasileiras. Vivenciamos a triste realidade na qual o cidadão aplica sua sacrificada poupança no sonho de compra do carro novo, com tecnologia e acessórios de última geração, apenas para enfrentar congestionamentos num ambiente agradavelmente refrigerado. Parado, sentado numa aconchegante poltrona anatômica esperando o trânsito fluir. Mais e mais horas por dia. Todos os dias.
A vida urbana retirou a prioridade do cidadão para favorecer o automóvel. Aquela boa qualidade de vida esperada da urbe não mais privilegia o ser humano. O importante agora é dar maior rapidez à circulação de veículos. O grosso dos investimentos aplicados nas metrópoles objetivam facilitar o trânsito. Podemos até contra-argumentar dizendo ser este um problema mundial. Sim, mas no Brasil a questão está potencialmente descontrolada. Sem nenhuma perspectiva que vise melhorar o nosso bem-estar.”
Vale a pena ler o restante do artigo, no site do DNIT
Narcélio toca numa questão central que é pensar em soluções inovadoras e possíveis, ainda que inicialmente impopulares.
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