O jornal econômico DCI – Comércio, Indústria e Serviço, destaca na edição desta sexta-feira (07) o bom desempenho do Porto de Paranaguá, que no ano passado aumentou sua movimentação de cargas em 17% e a receita cambial em 25,5%.

Pananaguá e Antonina

Os Portos do Paraná viram aumento na movimentação de cargas em 17% no ano passado, totalizando 38,22 milhões de toneladas e as cargas importadas cresceram 44%, resultados que o superintendente da Appa, Eduardo Requião, atribui ao bom uso da estrutura.

Requião conta que a administração conseguiu sanear os portos, acabando com o pagamento de horas extras indevidas, bem como ações trabalhistas, que comprometiam o caixa, e que automaticamente se transformaram em recursos que permitiram reformar a sede, construir novos prédios, além de revitalizar equipamentos. “Vias de acesso foram concretadas e o sistema de segurança ISPS Code, implantado”, diz.

Segundo o superintendente, a parte de logística teve um processo que acabou com as filas de caminhões carregados com grãos e a inclusão da exigência de nominar as cargas, que ao chegar vão a um armazém definido e a um navio programado.

O tempo de espera dos navios hoje não passa de quatro horas“.

Para 2008, a meta é tocar obras como a de um novo silo graneleiro e um armazém público de fertilizantes.

Fonte: site da Agência Estadual de Notícias (Paraná)

O discurso (falso) da ineficiência dos portos públicos precisa de um contraponto que não deixe margem para dúvidas, já que o que pretende é viabilizar a mudança do marco regulatório, na direção da “privatização ampla, geral e irrestrita”.

Nada melhor para mostrar que o discurso não se sustenta do que os números. Especialmente os recordes sucessivos.

Como irão argumentar os porta-vozes desse discurso da ineficiência, diante de números tão expressivos, que mostram que as demandas estão sendo plenamente atendidas?

É claro que todo porto, por mais eficiente que seja, pode melhorar. Por isso, os operadores públicos e privados dos portos públicos estão investindo em infra-estrutura, em tecnologia da informação, em melhoria de processos e na modernização dos equipamentos e das retro-áreas.

Eles estão investindo pesado porque acreditam que o atual marco regulatório se manterá como está.

Há, no entanto, um movimento, para alterar o marco regulatório, que não tem amparo constitucional, mas que tem alguns tentáculos no Congresso Nacional.

Esta semana será dedicada a debater esse tema. Esperamos contribuições de todos os nossos leitores.

Nosso objetivo é contribuir para o fortalecimento do porto público e não a sua destruição que, aí sim, levaria ao tão propalado (mas hoje inexistente) “apagão logístico”.

Clique nos links – a seguir – para acessar os posts anteriores relativos à defesa e fortalecimento do porto público e os posts relativos aos portos, que mostram o que aconteceu de expressivo nesses últimos doze meses.

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