Santa Catarina recebeu do governo federal excelente notícia na sexta-feira, durante a reunião da Federação das Indústrias do Estado: em um mês estará pronto o edital para licitação do projeto da ferrovia litorânea, um empreendimento que ao custo de R$ 954 milhões interligará os portos catarinenses a partir de 2011, se o cronograma de execução da obra obedecer aos planos originais.
Trata-se de reivindicação antiga do Estado, eis que as dificuldades de acesso aos portos ditadas pela precariedade das rodovias constituem talvez o mais importante óbice a um crescimento maior dos negócios catarinenses, especialmente dos direcionados à exportação.
E frise-se que a iniciativa do governo federal não beneficiará apenas Santa Catarina, mas o país inteiro, porquanto o complexo portuário barriga-verde apresenta a segunda maior taxa de crescimento das Américas, segundo a própria Presidência da República.
Já era hora pois de o país lançar-se com maior ousadia na ampliação de um modal de transporte imprescindível para qualquer nação que almeje a competitividade internacional.
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A Ferrovia Litorânea terá 236 quilômetros, interligando a Ferrovia Tereza Cristina, no Sul do Estado, às ferrovias da América Latina Logística (ALL), que possui quatro trechos (Porto União – Marcelino Ramos, Mafra – Porto União, Mafra – São Francisco do Sul (porto) e Mafra – Divisa com o Rio Grande do Sul via Lages).
Quando estiver pronta, a estrada de ferro vai ligar os portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. Interligada à malha da Ferrovia Tereza Cristina, a expectativa é de que a obra torne mais barato o transporte de cargas da região para embarque nos portos catarinenses.
Como já dissemos anteriormente, o governo federal vai, gradativamente, promovendo a recuperação do modal ferroviário – de cargas e passageiros -, abandonado no governo anterior.
Daqui a alguns poucos anos, estaremos noticiando uma revolução na matriz de transporte de cargas, com o aumento dos percentuais dos modais ferroviário, aquaviário e dutoviário. em contraposição à redução do rodoviário (em toneladas x quilômetros).
Com isso a consequente redução dos custos logísticos.
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