
O trem de alta velocidade que vai ligar Madri e Barcelona em menos três horas fez sua primeira viagem na quarta-feira (20), a partir de Atocha, famosa estação na capital espanhola (imagem à esquerda).
O AVE (que vem de “Alta Velocidad Española” e faz uma referência à própria ave) demora mais que o avião (o mesmo trajeto em uma hora), mas é bem mais rápido que o ônibus (oito horas) e o trem normal (nove horas).
A passagem do AVE para o trecho Madri-Barcelona ou vice-versa custa de 100 a 200 euros.
Fonte: G1
Utilizei o AVE, quando estive na Espanha (para um seminário sobre trens de alta velocidade), em 2006 (foto à direita).
A ligação que estava pronta, na ocasião, era Madri – Saragoza.
Quem já viajou num trem desses sabe que vale a pena trocar o avião pelo AVE. Muito mais conforto e altíssima pontualidade.
Na ocasião, a operadora se comprometia a devolver o valor da passagem se o trem se atrasasse mais do que cinco minutos.
O “demora mais que o avião” da matéria do G1 desconhece que, em logística e transportes, a confiabilidade, normalmente, tem um peso maior do que o tempo provável de deslocamento e do que o preço.
Avião, em qualquer parte do mundo, pela sua natureza, tem sempre uma razoável probabilidade de atrasar. Além do que o passageiro tem que chegar uma hora antes do vôo, para o check-in e, nos aeroportos de voos internacionais, o tempo para pegar a bagagem e dos ritos burocráticos muitas vezes chega a uma hora.
Na União Européia, o desenvolvimento dos trens de alta velocidade faz parte de uma estratégia de integração e de redução da poluição causada pelos aviões nas proximidades dos aeroportos.
Felizmente, o governo Lula reconhece a importância estratégica dos trens de passageiros (média e alta velocidade) e não economizará esforços e recursos para implantá-los. Apesar de toda a torcida contra da oposição.
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