O PT emplacou um técnico ligado ao partido para o comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), cuja sucessão era alvo de disputas políticas com o PR, sigla da base aliada à qual pertence o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.
Bernardo Figueiredo, assessor especial da Casa Civil e ex-diretor da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF), entidade que representa as concessionárias privadas de ferrovias, foi indicado para uma das diretorias da agência e será designado presidente se tiver seu nome aprovado pelo Senado.
Figueiredo é um homem de confiança da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. No Palácio do Planalto, vinha acompanhando de perto questões do setor, como as conversas com empresários para acelerar as obras da Nova Transnordestina e de prolongamento da Ferronorte, na malha da antiga Brasil ferrovias. Dilma chegou a mencionar publicamente a possibilidade de cassar as concessões se as empresas atrasassem esses projetos.
Leia mais no site da Revista Ferroviária
A mais importante ação de Bernardo Figueiredo, quando ocupar a Direção Geral da ANTT, será a de exercitar a figura da gestão colegiada, distribuindo atribuições para os demais diretores.
Além disso, há pontos que precisam ser acelerados, como a regulamentação da Lei de Disciplinamento da Atividade do Transporte Rodoviário de Cargas, fundamental para o salto de qualidade exigido nesse segmento, visando maior eficiência e menores custos.
E preparar as licitações de novas concessões rodoviárias e das linhas de ônibus interestaduais e internacionais.
***
Deixe um comentário