O crescimento das cidades e o conseqüente crescimento da aviação, em todo o mundo, têm gerado um conflito “inevitável”, segundo o engenheiro ambiental e sociólogo Luiz Henrique Werneck de Oliveira, que também trabalha com conflito sócio-ambiental em empreendimentos de infra-estrutura.
Há cerca de quatro anos, conversando com um editor da Inglaterra, Oliveira teve a idéia de fazer um estudo sobre esse conflito, estudando aeroportos de todo o mundo em relação à comunidade onde está inserido. Ele analisou cerca de 10.700 acidentes aéreos ocorridos entre 1946 e 2005, priorizando aqueles em que alguma estrutura no solo foi atingida. A pesquisa foi feita a partir de bancos de dados de órgãos aeroportuários disponíveis em todo o mundo e não considerou acidentes provocados por helicópteros ou por aviões particulares com menos de oito lugares.
“É um conflito que parece inevitável e é crescente. Em todo o mundo os aeroportos e a comunidade vêm entrando, cada vez mais, em situações de oposição e de discussão muito aguerrida”, afirmou o pesquisador, em entrevista à Agência Brasil.
Leia a entrevista, muito elucidativa, no site da Agência Brasil
É importante conhecer mais a fundo os problemas da aviação, no Brasil e no mundo, para como diz o Paulo Henrique Amorim “não comer gato por lebre”.
Ainda mais que está sendo divulgado o Relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informando que foram registrados 97 incidentes envolvendo aeronaves no ano passado.
Com certeza esse relatório será explorado pela Oposição ao governo Lula, tentando jogar em seu colo a responsabilidade pelo número de acidentes e de mortes, inclusive as que não deveriam ter ocorrido, como as do acidente da TAM, cujo avião estava com o reverso pinado, tendo sido o principal fator causador do acidente.
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