O governo de Minas Gerais licitará sete mil quilômetros de rodovias no Estado. O lançamento do programa foi feito hoje pelo governador Aécio Neves, em Belo Horizonte. De acordo com informações da assessoria do Estado, 16 lotes serão leiloados no segundo semestre, com previsão de investimentos de R$ 3,5 bilhões.
O DER (Departamento de Estradas e Rodagem) de Minas Gerais fará ainda um estudo sobre cada trecho para identificar se é possível remunerar os investidores apenas com a cobrança de pedágio ou se será necessário recurso do governo, por PPP (Parceria Público-Privada).
Os recursos viriam do orçamento, mas a Cide (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico) destinada a Minas Gerais serviria como garantia de pagamento. Do total a ser leiloado, 2.481 quilômetros são rodovias federais em processo de transferência para o Estado.
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Começa a surgir uma luz no final do túnel em relação às rodovias federais que foram estadualizadas, com repasse de mais de R$ 800 milhões para o governo de Minas, e abandonadas pelo governo estadual.
São seis mil quilômetros e destes cerca de dois mil e quinhentos quilômetros serão concedidos para operação privada.
São esses seis mil quilômetros de Minas e mais oito mil quilômetros em outros estados (Rio Grande do Sul e Paraná, principalmente) que estão em situação mais delicada, na medida que o DNIT só pode investir nessas rodovias, com a autorização do TCU, em dezembro de 2005, no que se chamou de Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas
Esse programa foi chamado erroneamente pela grande imprensa de Operação Tapa-Buracos, visto que as intervenções eram de recuperação das rodovias abandonadas pelos governos estaduais e não somente de tapa-buraco como foi noticiado.
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