Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 66,7 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em novembro, representando crescimento de 35% em relação ao mesmo período anterior.
As aprovações acompanharam o ritmo de aceleração, somando R$ 89 bilhões – alta de 33% – e mantendo o hiato em relação às liberações observado ao longo do ano.
O setor de infra-estrutura continua sendo o principal responsável pela diferença entre o valor dos desembolsos e aprovações. Os projetos da área receberam nos últimos 12 meses R$ 25,7 bilhões, equivalentes a uma expansão de 44%. As aprovações cresceram 75%, totalizando R$ 39 bilhões no período.
As maiores demandas vieram das áreas de energia elétrica, com projetos aprovados no valor de R$ 9,8 bilhões (expansão de 112%), e transportes, de R$ 16,7 bilhões (alta de 88%). Para a construção foram aprovados R$ 4 bilhões (alta de 78%).
Quem procurar os valores de investimento em infra-estrutura de transportes somente no Orçamento Geral da União não encontrará esses valores financiados pelo BNDES.
Como os modais ferroviário (todo), parte do rodoviário e parte do aquaviário operam no modelo de concessão à iniciativa privada, é fácil de entender que esses recursos, mais os dos governos estaduais e prefeituras têm que ser adicionados ao do Orçamento Geral da União.
Pena que, com o desmantelamento do Geipot, ainda não temos um órgão federal que consiga agregar todas essas informações, para termos o número correto.
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