Em matéria disponível no site da Revista Ferroviária, colhemos frases das autoridades do trânsito e dos transportes em São Paulo, bem como da equipe do Valor Econômico, autora da matéria, que mostra uma parte do que é o apagão diário que lá ocorre.

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“O metrô vai dar um salto de qualidade e os trens vão funcionar com qualidade de metrô, até fins de 2010”, assegura José Luiz Portella, secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos e também presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
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Ao fim desse esforço de acordar mais cedo e dormir mais tarde, a conclusão é que o transporte urbano vai mal. Os problemas são mais graves nas zonas Sul e Leste, mas também não estão resolvidos nas zonas Norte e Oeste.
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nos horários de pico, é comum a lotação de 10 passageiros em pé por metro quadrado. O “recomendável” seriam, “no máximo”, seis passageiros nesse espaço.
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Outra “iniqüidade” é a quase absoluta ausência de informação ao usuário.
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Dos 18,5 mil pontos de ônibus espalhados pela cidade, em nenhum deles – à exceção de alguns dos 28 terminais e dos dez corredores exclusivos – há informação sobre que linhas eles servem.
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Motorista e cobrador e também os fiscais (“que só estão nas paradas para encher o ônibus, aos empurrões se for preciso”, segundo um morador de Vila Prudente) raramente sabem se seu ônibus passa pela esquina X com Y.
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Ônibus são campeões no desrespeito ao “cliente”, mas há deficiência de informação também nos trens e no Metrô. A estação Consolação do Metrô onde fica? Na avenida Consolação? Errado. Fica na Avenida Paulista, duas quadras e meia distante da Consolação, quase esquina da Haddock Lobo.
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mais de 7 milhões, já às seis da manhã, ou antes disso, começam a empilhar-se em trens, metrô ou ônibus, ou, de carro, a causar os famosos congestionamentos nas marginais dos rios Tietê e Pinheiros, que, outrora, praticamente demarcavam os limites da cidade e hoje caoticamente marginam o centro.
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Noventa por cento dos que andam de automóvel viajam solitários nos horários de pico.
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No Largo da Batata ficou famoso o fiscal Carlão, de um consórcio que serve a zona Sul. Aos safanões, ele apressava saídas, superlotava ônibus e estabelecia ordem nas filas. Uma tarde levou uma surra de duas mulheres de guarda-chuva e nunca mais foi visto na área.
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A superlotação chega ao auge entre 7h e 10h e 18h e 20h. Mas o desconforto começa bem antes das seis, em “Jardins” que o Brasil não conhece.
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Os congestionamentos no trânsito e a superlotação nos ônibus, trens e metrô ocorrem em horários coincidentes. Como convencer os que andam de automóvel a trocá-lo pelo transporte coletivo? Primeiro é preciso atender bem o usuário pobre que usa o transporte público nesse horário. Segundo, ampliar a oferta de serviço. Questão óbvia de mercado: você conquista novos clientes a partir da satisfação da freguesia que já tem.
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A pergunta que não quer calar: quando será implantado o pedágio urbano e a elevação das tarifas de estacionamento nas áreas centrais da cidade?

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