A Fiat vai investir R$ 5 bilhões em Minas Gerais no período de 2008 a 2010. O anúncio foi feito ontem ao governador do Estado, Aécio Neves (PSDB), pelo presidente mundial da Fiat, Sergio Marchionne. Os dois se reuniram no escritório da representação do governo mineiro em Brasília, onde Marchionne chegou acompanhado do presidente da Fiat para a América Latina, Cledorvino Belini. Depois, os executivos também se reuniram, no Palácio do Planalto, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os investimentos em Minas irão para a ampliação das fábricas da Fiat em Betim, que produz automóveis, e da Iveco, em Sete Lagoas, que produz caminhões e tratores. No caso da fábrica de Betim, o plano é passar das atuais 720 mil unidades para 1 milhão de unidades por ano até 2010. Além desses R$ 5 bilhões, Marchionne também anunciou investimentos de R$ 1 bilhão na reativação da fábrica da Case, produtora de máquinas agrícolas, em Sorocaba (SP). Outros R$ 400 milhões irão para a fábrica de automóveis em Córdoba, na Argentina.

Segundo Aécio Neves, os investimentos em Minas devem criar cerca de 5,5 mil novos empregos. Ele lembrou que os planos da empresa incluem, também, um projeto de atração de novos fornecedores para o entorno das fábricas. “Esse é o maior investimento que o grupo está fazendo no mundo”, disse o governador. Segundo ele, a planta de Betim já era a de maior produtividade do grupo e agora se transforma, efetivamente, na maior planta do Grupo Fiat no mundo.

Fonte: Agência Estado

É uma excelente notícia, na medida que, em 1 de junho deste ano, em entrevista à CBN (vale a pena ouvir), o presidente da Fiat para a América Latina (Cledorvino Belini) tinha anunciado que não expandiria a produção em Minas, mas sim na Argentina, apesar do crescimento das vendas, dizendo que as estradas brasileiras e, em especial as utilizadas para o escoamento da produção da Fiat, estavam em situação precária (o que é desmentido pela pesquisa CNT 2007, que afirma que a Fernão Dias está melhor do que a Dutra e que a BR-040 está em boas condições).

Nessa entrevista, o Sardenberg perguntou porque não uma fábrica nova no Brasil. O Belini disse que não fariam porque eles tinham uma fábrica novinha, ociosa, na Argentina. Além disso, reclamou do juros, do câmbio, dos preços dos insumos e por aí foi. Completou com uma avaliação de que o país poderia se tornar um importador de veículos. Menos de seis meses depois, a realidade mostrou que todas as análises e previsões do presidente Belini, da Fiat para a América Latina, estavam completamente erradas.

Como se vê, a Fiat mundial mudou a decisão e esta é boa para eles mesmos, para Minas e para o país.

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