Nas últimas décadas nos acostumamos a reclamar da falta de investimentos públicos e privados que pudessem aquecer a economia brasileira de forma consistente.

Muitas empresas preferiam deixar o dinheiro aplicado em títulos públicos em vez de apostarem na expansão de seus negócios.

Com a queda dos juros e o aumento do emprego e da renda, nos últimos anos o país pavimentou um caminho que, ao que tudo indica, desembocará no tão esperado desenvolvimento sustentado.

Confiantes, empresários dos mais diversos setores retiraram projetos do papel, passaram a construir plantas e comprar máquinas e equipamentos como há tempos não se via. Só que essa expansão pode ser comprometida por alguns gargalos criados ao longo do tempo em um país se planejamento e expectativa.

Já existe escassez de mão-de-obra qualificada em segmentos estratégicos e alguns bens de capital começam a faltar no mercado, mesmo com os recordes de produção e importação detectados nos últimos meses.

Na construção civil, o preço do cimento disparou diante da demanda aquecida.

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O título da matéria do Estadão está errado. Não se trata de gargalo na infra-estrutura, mas crise no suporte para as obras de infra-estrutura.

Essa escassez de tudo é fruto do desmantelamento da engenharia nacional (projetos e obras) promovido de 1991 a 2002. As empresas de consultoria e as empreiteiras, diante desse desmantelamento, foram reduzindo suas equipes e seus equipamentos.

Quando o governo Lula retoma os investimentos, cria-se essa situação que, apesar de ser um problema, como diz o presidente do IPEA, Márcio Pochmann, é um “bom problema”.

Não há engenheiros, topógrafos, tecnólogos, operadores de máquinas pesadas, e outros do gênero, disponíveis no mercado, para o elevado número de obras em andamento no país.

O DNIT, após chegar a ter apenas 20 engenheiros na sede, em 2004, retomou o concurso para pessoal de nível médio e superior e hoje conta com uma equipe razoável na sede e nos estados.

Mesmo assim, esse pessoal precisa de algum tempo para estar em condições plenas de responder aos desafios do PAC.

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