Além do que já mencionamos nos Capítulos anteriores, outro aspecto vulnerável na pesquisa é não fazer a distinção necessária em função do volume de tráfego. Uma rodovia de 400 km, com 70 mil veículos/dia, não pode ter o mesmo peso que outra da mesma extensão, com menos de 500 veículos/dia.

Entretanto, a pesquisa ao não fazer essa distinção, atribui o mesmo peso para as duas, fazendo passar a idéia que estamos à beira de um apagão logístico, quando isso está fora da realidade, na medida em que todas as rodovias com mais de 5 mil veículos/dia tiveram notas entre 70 e 100, na rígida avaliação da CNT.

Se considerarmos o que já foi feito em termos de sinalização horizontal e vertical, de julho de 2006 até agora, podemos afirmar que todas essas rodovias de maior volume de tráfego estão com nota geral entre 80 e 100. Logo, não há o mínimo risco de apagão logístico, muito menos de elevados custos operacionais para os transportadores.

Por fim, a pesquisa não separa as rodovias federais que foram repassadas, via MP-82, para os estados (quinze mil quilômetros), a partir de 2002, junto com R$1,9 bilhão. Essas rodovias, estadualizadas pela MP-82, ajudam a puxar para baixo a classificação geral, porque estiveram abandonadas por três anos, pelos respectivos governos estaduais, tendo sido retomadas apenas ações emergenciais e de conservação, pelo DNIT. O endereço para cobrança das condições dessas rodovias é o dos governos estaduais que as receberam, junto com os recursos necessários para recuperá-las, e não o governo federal que, apesar de tudo re-assumiu as mesmas até que o TCU se pronuncie sobre consulta feita a respeito disso.


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